segunda-feira, 30 de março de 2009
a revolta do germe, parte II
O tempo passa. E a sacana da gripe, já podia ter ido à vida dela. Mas não. Estúpida.
Skip
É engraçado como há coisas que nos fazem sorrir. Quase às 5 da manhã, após uma noitada de trabalho, já que tenho uma entrega na 4ª, exausta, dorida e absolutamente cheia de sono, arrastei-me até ao quarto e, às escuras e sem fazer qualquer barulho, abri a gaveta para tirar de lá um pijama. E heis que emana de lá aquele cheirinho delicioso a roupa lavada com skip. Não por ser skip, independentemente de todas as suas qualidades. Por ser o cheirinho que, imadiatamente, me lembra de casa, de toda a minha vida, do cuidado da minha mãe, desde a infancia, a cuidar das nossas roupas. Portanto não foi o cheiro a skip que me fez sorrir. Foi o cheiro a amor e a mimos que surge sempre com ele. E, às 5 da manhã, quando tudo o que uma pessoa quer é cair na cama e DORMIR convictamente, nada como um beijinho carinhoso de boa noite para fazer todo o dia acabar FELIZ. :)sábado, 28 de março de 2009
Eu tenho os piores vizinhos do mundo
Sim, eu tenho os piores vizinhos do mundo. Não os piores de todos, citados numa lista que inclua todas as categorias possiveis de vizinhos. Mas se se fizer uma triagem com palavras chave como "jovens casais, primeira habitação, apartamento, classe média alta, lisboa, curso superior, empregos de respeito" e por aí fora, ah, sim, aí eles ficam claramente em primeiro na sua lista entre pares.
Os meus vizinhos são o tipo exacto de pessoas que, se passarem por nós na rua durante o dia, parecem perfeitamente normais. Aquele tipo de pessoas que se funde na paisagem, muito embora andem sempre de fato e abraçados como se fossem siameses - isso talvez os destaque um bocadinho dos demais - mas vá, fora isso são o tipo de casal em que eu nunca teria pousado os olhos ou os pensamentos mais tempo do que a fracção de segundo em que passassem por mim na rua. Mas isso foi antes de eles terem comprado o apartamento por cima do meu. As cusquices que se diziam eram optimas. Jovens, boas familias, formados, empregos de respeito, gente noramalzinha, supõe-se. E talvez sejam, dependendo de quem esteja a ler isto. Aposto que para muitos dos leitores deste post a estupida desta história seja eu, que não estou adaptada aos tempos modernos. Mas tenho fé que esses tenham o bom senso de não o proferir em voz alta. Ou voz escrita, tanto faz.
Mas, perguntam vocês, o que torna os meus vizinhos umas figuras tão irritantes? Ah pois... O facto de que, mal passam a porta de casa, lá se vai a compostura e parece que estão a morar no campo. Sim, algures desde que sairam de casa dos pais e deram o grito do Ipiranga e se declaram livres para viver como bem entendam a sua própria vidinha, lá devem ter entendido que da porta de casa para dentro não deviam satisfações a ninguém. E vá, dever não devem, não é? Mas também não caiam na ilusão de que o vosso apartamento é selado herméticamente e que tudo o que se passa aí dentro só a vós pertence, que isso não é bem assim...
Prédios antigos remodelados. Paredes fininhas. Chão e tecto sem isolamento, que isso só rouba espaço util e gasta dinheiro. E, de repente, os meus vizinhos estão a expor ao mundo que, dentro de casa, falam sempre aos berros como um par de carroceiros (-oh Não Sei Quantas!!! - vamos lá manter a privacidade dos meninos, que também não há necessidade de apotar assim tanto o dedinho, hum? -SIIIIIIM!!!!) E ele canta nas alturas com voz de falsete o dia inteiro. (sim. com voz de falsete. tudo, absolutamente TUDO em voz de falsete. Desde Celine Dion até Moonspel, passando por Toy e Tony Carreira, que o tipo não é esquisito...) E berra pelo Benfica e bate os pés no chão e urra como se estivesse no estádio. E põe a musica tão alto na aparelhagem que se ouve desde a portaria, sendo que eles moram no apartamento da cobertura. Cá em casa as coisas até abanam com a reverberação, viva o luxo!! E ela anda sempre de saltos altos em casa (que mulher é que faz isso, francamente?? Não conheço uma única para além dela que, na posse de todas as suas faculdades, mal passe a porta de casa não se descalse e solte um "aaaaah!!!" de alívio, mas enfim. Ah, e esquece lá isso, também, de respeito pela paciencia dos vizinhos para ouvir o toc-toc-toc o dia inteiro, que são tudo coisas secundárias e sobrevalorizadas...). E têm sessões de sexo selvagem em todos os compartimentos da casa (abençoados, acho muito bem, sim senhor, mas não precisava de ouvir com todos os detalhes todas as conversas e impropérios que são ditas, nem todos os urros, nem aquelas frases que me fazem explodir a rir às 6 da tarde como "bate-me!! BATE-ME!!! És uma selvagem!! És a minha FERA!! BATE-MEEEE!!! - sim, também é ele que grita estas coisas. O tipo é esquisito, eu disse... Não, eu não precisava que eles partilhassem isto comigo. Principalmente quando tenho visitas que começam a corar desmedidamente nesses momentos).
Mais chato ainda é quando todos estes factores se combinam num sábado de manhã, a partir das 9:10. Mais ainda foi quando descobri que ia ser assim em todos os sábados e domingos desde que vieram morar para aqui. E depois há apenas aquelas coisinhas que nos fazem pensar que esta gente é esquisista. Como, numa das muitas vezes que lá tive de ir reclamar, ficarem a discutir atrás da porta a achar que eu não estou a ouvir nada (-Não abras, não abras que ela cansa-se e vai-se embora!!) ou em que ela me recebe em lingerie violeta de renda cheia de transparencias e acha por bem ficar a conversar comigo naquela figura durante mais de 5 minutos. É... Eu tenho uns vizinhos estranhinhos, tenho. E chatos. E barulhentos. E com a capacidade de memória de um peixe, que uma pessoa queixa-se de barulho, eles reclamam mas resolvem e, 10 - 15 minutos depois está outra vez tudo na mesma. E são também francamente arrogantes mal passam da porta de casa para o hall das escadas de novo. Mas vá. Tendo em conta as figurinhas que fazem da porta de casa para dentro, na convicção plena de que mais ninguém está a ouvir e na absoluta certeza de que parvas eram as mãezinhas deles quando lhes diziam na infancia que "não faças isso, Não Sei Quantos, que os vizinhos ouvem-te e não têm nada a ver com a nossa vida/ chateiam-se!", quando afinal se pode fazer tudo e mais alguma coisa em casa... Sim, tendo em conta que eles não têm noção da figurinha que estão de facto a fazer, já que supostamente a casa deles é hermética e ninguém os ouve desde que passam o limiar do arco da porta, nesse caso faz todo o sentido o nariz francamente empinado mal fecham a porta e dão consigo cá fora. Porque cá fora há uma imagem a manter e isto há gente muito mázinha que, raios os partam, reparam em tudo e ainda lixam a vida a uma pessoa à conta destes pormenres. Portanto vigilancia contante. Sempre. Tristes. E eu que os ature!!!
Os meus vizinhos são o tipo exacto de pessoas que, se passarem por nós na rua durante o dia, parecem perfeitamente normais. Aquele tipo de pessoas que se funde na paisagem, muito embora andem sempre de fato e abraçados como se fossem siameses - isso talvez os destaque um bocadinho dos demais - mas vá, fora isso são o tipo de casal em que eu nunca teria pousado os olhos ou os pensamentos mais tempo do que a fracção de segundo em que passassem por mim na rua. Mas isso foi antes de eles terem comprado o apartamento por cima do meu. As cusquices que se diziam eram optimas. Jovens, boas familias, formados, empregos de respeito, gente noramalzinha, supõe-se. E talvez sejam, dependendo de quem esteja a ler isto. Aposto que para muitos dos leitores deste post a estupida desta história seja eu, que não estou adaptada aos tempos modernos. Mas tenho fé que esses tenham o bom senso de não o proferir em voz alta. Ou voz escrita, tanto faz.
Mas, perguntam vocês, o que torna os meus vizinhos umas figuras tão irritantes? Ah pois... O facto de que, mal passam a porta de casa, lá se vai a compostura e parece que estão a morar no campo. Sim, algures desde que sairam de casa dos pais e deram o grito do Ipiranga e se declaram livres para viver como bem entendam a sua própria vidinha, lá devem ter entendido que da porta de casa para dentro não deviam satisfações a ninguém. E vá, dever não devem, não é? Mas também não caiam na ilusão de que o vosso apartamento é selado herméticamente e que tudo o que se passa aí dentro só a vós pertence, que isso não é bem assim...
Prédios antigos remodelados. Paredes fininhas. Chão e tecto sem isolamento, que isso só rouba espaço util e gasta dinheiro. E, de repente, os meus vizinhos estão a expor ao mundo que, dentro de casa, falam sempre aos berros como um par de carroceiros (-oh Não Sei Quantas!!! - vamos lá manter a privacidade dos meninos, que também não há necessidade de apotar assim tanto o dedinho, hum? -SIIIIIIM!!!!) E ele canta nas alturas com voz de falsete o dia inteiro. (sim. com voz de falsete. tudo, absolutamente TUDO em voz de falsete. Desde Celine Dion até Moonspel, passando por Toy e Tony Carreira, que o tipo não é esquisito...) E berra pelo Benfica e bate os pés no chão e urra como se estivesse no estádio. E põe a musica tão alto na aparelhagem que se ouve desde a portaria, sendo que eles moram no apartamento da cobertura. Cá em casa as coisas até abanam com a reverberação, viva o luxo!! E ela anda sempre de saltos altos em casa (que mulher é que faz isso, francamente?? Não conheço uma única para além dela que, na posse de todas as suas faculdades, mal passe a porta de casa não se descalse e solte um "aaaaah!!!" de alívio, mas enfim. Ah, e esquece lá isso, também, de respeito pela paciencia dos vizinhos para ouvir o toc-toc-toc o dia inteiro, que são tudo coisas secundárias e sobrevalorizadas...). E têm sessões de sexo selvagem em todos os compartimentos da casa (abençoados, acho muito bem, sim senhor, mas não precisava de ouvir com todos os detalhes todas as conversas e impropérios que são ditas, nem todos os urros, nem aquelas frases que me fazem explodir a rir às 6 da tarde como "bate-me!! BATE-ME!!! És uma selvagem!! És a minha FERA!! BATE-MEEEE!!! - sim, também é ele que grita estas coisas. O tipo é esquisito, eu disse... Não, eu não precisava que eles partilhassem isto comigo. Principalmente quando tenho visitas que começam a corar desmedidamente nesses momentos).
Mais chato ainda é quando todos estes factores se combinam num sábado de manhã, a partir das 9:10. Mais ainda foi quando descobri que ia ser assim em todos os sábados e domingos desde que vieram morar para aqui. E depois há apenas aquelas coisinhas que nos fazem pensar que esta gente é esquisista. Como, numa das muitas vezes que lá tive de ir reclamar, ficarem a discutir atrás da porta a achar que eu não estou a ouvir nada (-Não abras, não abras que ela cansa-se e vai-se embora!!) ou em que ela me recebe em lingerie violeta de renda cheia de transparencias e acha por bem ficar a conversar comigo naquela figura durante mais de 5 minutos. É... Eu tenho uns vizinhos estranhinhos, tenho. E chatos. E barulhentos. E com a capacidade de memória de um peixe, que uma pessoa queixa-se de barulho, eles reclamam mas resolvem e, 10 - 15 minutos depois está outra vez tudo na mesma. E são também francamente arrogantes mal passam da porta de casa para o hall das escadas de novo. Mas vá. Tendo em conta as figurinhas que fazem da porta de casa para dentro, na convicção plena de que mais ninguém está a ouvir e na absoluta certeza de que parvas eram as mãezinhas deles quando lhes diziam na infancia que "não faças isso, Não Sei Quantos, que os vizinhos ouvem-te e não têm nada a ver com a nossa vida/ chateiam-se!", quando afinal se pode fazer tudo e mais alguma coisa em casa... Sim, tendo em conta que eles não têm noção da figurinha que estão de facto a fazer, já que supostamente a casa deles é hermética e ninguém os ouve desde que passam o limiar do arco da porta, nesse caso faz todo o sentido o nariz francamente empinado mal fecham a porta e dão consigo cá fora. Porque cá fora há uma imagem a manter e isto há gente muito mázinha que, raios os partam, reparam em tudo e ainda lixam a vida a uma pessoa à conta destes pormenres. Portanto vigilancia contante. Sempre. Tristes. E eu que os ature!!!
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os meus vizinhos...
quinta-feira, 26 de março de 2009
Gripe
E pronto, vamos lá tratar de tirar a virgindade ao blog, senão nunca mais daqui saimos se eu continuo à espera de um dia francamente inspirado para escrever qualquer coisinha aqui, lol. Da forma como as coisas andam ultimamente, mais vale uma pessoa ser prática e dedicar-se a escrever quaundo tem tempo, que é francamente mais produtivo. ;)
Infelizmente, graças a uma colónia ordinária de germes que decidiu colar-se a mim ontem, hoje dou comigo com tempo por estar plantadissima em casa a curtir os primórdios de uma gripe daquelas, pfff...
Portanto venho só inaugurar isto sem grande pompa nem grande circunstancia que a cabeça hoje não dá para muito. Ah pois é. Neurónio incansante GRIPADO é outra coisa, lol.
Beijinhos e saudinha para todos.
;)
Infelizmente, graças a uma colónia ordinária de germes que decidiu colar-se a mim ontem, hoje dou comigo com tempo por estar plantadissima em casa a curtir os primórdios de uma gripe daquelas, pfff...
Portanto venho só inaugurar isto sem grande pompa nem grande circunstancia que a cabeça hoje não dá para muito. Ah pois é. Neurónio incansante GRIPADO é outra coisa, lol.
Beijinhos e saudinha para todos.
;)
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