segunda-feira, 15 de junho de 2009

Daqui a uns tempos...

Chamam-me "o blog da fruta". Tenho a mania da fruta fora de horas. Só por gulodice, mesmo. estive a trabalhar até agora, e apeteceu-me, antes de ir dormir. Agora há uns tempos eram morangos. Agora são nectarinas. Descasco umas 3, corto-as aos bocadinhos para um taça, e ando consolada, ao menos por um bocadinho. Que ninguém diga que não sou uma menina de manias a puxar para o saudávelzinho! :P

Agora, tentem obrigar-me a comer fruta à sobremesa... Só para ver o que acontece?... :P

"Afterheels"

Adivinhem só? Eis que um engenheiro inglês, durante um fim de semana, foi sair com um grupo de amigos, entre os quais uma rapariga com um belo par de saltos altos. Um bom jantar, uma saída agradável, dança até de madrugada... e na manhã seguinte, para grande perturbação do sr. engenheiro (e dos homens em geral, que nunca entendem o porquê do sacrificio...) os pés da menina estavam cheios de bolhas e terrivelmente doridos, de tal forma que ela passou o dia quase todo descalça e confortavelmente deitada. Ele perguntou-lhe o que a maioria dos homens pergunta nesta situação: "Se os sapatos te magoam os pés, porque é que os usaste a noite toda?" e a menina respondeu o que qualquer mulher responderia (e não estou a dizer que isto algum dia vá fazer sentido inclusivé para nós mulhres, mas a verdade é que é assim que a coisa funciona, lol) "Porque são giros, ficam-me bem, e só magoam assim tanto se os usar muito tempo. Mas quando começam a doer, não vou propriamente ficar descalça, não é?"
Pois. Não é. E, num dia normal, o homem que fez a pergunta ecolheria os ombros sem compreender na mesma o porquê do sacrificio, e a menina continuaria a descansar, com os pés doridos, mas feliz da vida porque tinha estado linda na noite anterior e tinha-se divertido muito mais só por saber disso.
Mas para aquele engenheiro, aquela conversa deu aso a uma ideia de mestre: então E SE, independentemente de se sair de casa com uns saltos altos que nos deixem as pernas deslumbrantes e o ego nas alturas, quando chegassemos aquele ponto da noite em que davamos tudo para nos podermos descalçar e trocar para uma coisa mais confortável, pudessemos mesmo?
Ora pois. E assim surgiram as "Afterheels" (e, mais tarde, as "Rollasole"): sabrinas feitas de um material fino e maleável, 100% reciclável, confortável e resistente a quase tudo, inclusivé pedras e vidros, que têm a particularidade de se poder dobrar até caber dentro de uma caixa de dimensões semelhantes às de um maço de tabaco e que estão a ser comercializados directamente em algumas discotecas inglesas, em vários pontos do país, em máquinas de venda de tabaco reconvertidas, a cerca de 5£ cada par. Depois de usados, podem ser lavados, dobrados de novo e guadados dentro da carteira até a saída seguinte, ou simplesmente colocados no ecoponto mais próximo, se não se quiser voltar a usar. Têm ainda o pormenor interessante de , juntamente com o par de sabrinas, vir um saco para transportar os sapatos de salto mais confortávelmente até a casa.



E já lá vão mais de 10.000 pares so no primeiro mês. Inteligente, hum?

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Nham!!!

Mmmmmmmmmmmmmmmmmmm!!!!!!

Mmmmmmmmmmmmmmmmm...... :) :) :) :) :) :) :)

These words are my own:

I LOVE YOU, I LOVE YOU, I LOVE YOOOOOOOU!!! :P

terça-feira, 26 de maio de 2009

Há coisas que me ultrpassam


Entre elas está esta moda proliferante de usar tiras de trapilho penduradas ao pescoço como acessório. Ora vamos lá ver, trapilho não são aqueles de restos de tecido que se aproveitam para fazer tapetes e pegas de cozinha, tapetes e pegas de cozinha essas a que toda a gente, mal lhes pousa a vista em cima, franse o nariz com desagrado?? Mas ao pescoço, tipo rosquilha, já está bem? E ainda há gente disposta a dar dinheiro em quantidades pelos potencias colares (que não são mais do que tiras com as pontas amarradas umas às outras...) quando se sabe que aquilo se vende a meia duzia de tostões ao quilo em qualquer retrosaria do planeta?? Não entendo esta gente. Mas sei que, se alguma vez der comigo a pendurar trapilho ao pescoço, as minhas queridas amigas terão o bom senso de me dar um par de tabefes para me deixar de coisas esquisitas.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

E lá foi ele!


Hoje fui aos correios enviar a minha candidatura ao Prémio Literário Branquinho da Fonseca - Expresso/Gulbenkian. E agora espera-se até dia 10 de Outubro para saber os resultados. Pacientemente. MUITO pacientemente. Ou não tivesse eu um projecto de revitalização urbana para terminar até ao fim de junho e um tese de mestrado sobre aquitectura tradicional portuguesa para escrever nos entretantos...

Tempo. Conversa. Paciência.

O homem que eu tenho é um lírico em muitas coisas; diga-se, em parte é por isso que eu lhe acho piada muitas das vezes: a fé que ele continua a ter nas pessoas e no mundo. Para ele, se duas pessoas se amam, têm que ser felizes "sempre" e não "o mais que puderem". Para ele se uma pessoa é boa, não lhe acontecem coisas más. Para ele, se uma pessoa se empenhar no que faz, vai ser a melhor do mundo, independentemente das suas limitações, quaisquer que elas sejam. E isso é tudo muito bonito, mas a verdade é que não é bem assim, e todos sabemos disso.
E se nos reportarmos apenas ao âmbito das relações a dois, chega-se a um ponto em que a única certeza que vamos, realmente, poder ter em relação a quem quer que escolhamos para partilhar a nossa vida, é que essa pessoa, um dia, nos vai eventualmente magoar. Um dia essa pessoa vai-nos dar francamente nos nervos. Um dia essa pessoa vai aborrecer-nos de morte. Um dia não vai ser tudo tão perfeito como gostariamos. Não necessáriamente tudo no mesmo dia. Outras vezes sim, tudo à molhada mesmo. Mas isso não tem que significar mais do que significa: em última instancia isto é garantido. Tão garantido como que, se estamos vivos agora, um dia vamos morrer. Não é um erro. Não é um defeito. É uma característica. Chama-se convivência. POdemos estar cooredenados durante anos. Mas um dia vamos chocar. Da mesma forma que eu sei onde tenho todos os tapetes da minha casa. E volta e meia, lá estou eu a tropeçar neles.
O que torna uma relação especial é quando, sabendo que nem tudo vai ser perfeito sempre, alguém nos diz que vai continuar sempre a tentar que seja. O que faz o amor realmente o que ele é, não é dizerem-nos que vão conseguir nunca nos magoar, nunca ter dúvidas, nunca falhar, mas sim dar-nos a segurança e a certeza de que, quando isso acontecer, vão ficar ao nosso lado para nos ajudar a curar as nossas feridas, a recuperar as nossas convicções, a fazer-nos acreditar novamente. Amar não é nunca deixar o outro cair. É garantir que se está lá ao lado quando isso acontecer, ajudá-lo a levantar e a seguir em frente consigo. Porque isso vai acontecer. Isso é garantido.
Já estou como o poeta, quando diz que "Se ficares comigo, prometo dar-te tormentos, prometo dar-te maus momentos, e prometo-te, também, se perceberes o que quero dizer, meu amor, que terei a arte de te fazer sempre sentir que é diferente o que te prometo do que dizer-te «vá, fica comigo e logo se vê». Não é o mesmo estar que ficar, nem ficar é o mesmo que parar, e se te digo que ficarei contigo, também te digo que será sempre para lutar por ti todos os dias, e não para me conformar com a tua presença na minha vida. E não vamos sempre concordar, porque vamos ser sempre diferentes, mas ficar ao teu lado é ficar do teu lado, e não ser como tu em tudo o que alguma vez fizeres. Viver é o mais perigoso que existe na vida. Mas tenho vontade de tentar, não de ser igual, já que ninguém quer ser igual a ninguém hoje em dia. Terei, portanto, pomadas para todas as dores, remédios para todos os tipos de horrores, e também receitas para desilusões."
Por isso concluo com uma frase que disse ontem e que, ao fim de alguma ponderação lá acabou por fazer sentido naquela cabeça que eu amo: "Terminar uma relção por se ter medo de magoar alguém ou a si mesmo mais é frente, é garantir não só que se irá magoar alguém, como de que se irá sofrer . Não estarias a impedir-me de sofrer no futuro, se me deixasses agora. Estarias, isso sim, a impedir-me de continuar a ser feliz contigo." Porque chatices vão haver sempre. Já sabemos.
E é assim que um dia termina e tudo volta aparentemente ao normal. De repente recebo de novo mensagens que me lembram que sou especial e muito amada. Mas com mimo extra. E só eu sei como adoro mimo extra. E como preciso dele, depois de fins de semana tão confusos como este!