quinta-feira, 30 de abril de 2009

O verdadeiro Português!

O português típico dirige-se a um centro comercial à hora de almoço durante um atarefado dia de semana para almoçar qualquer coisa rápida. Ele entra no centro comercial, selecciona rápidamente qual o local que o deixará devidamente alimentado na menor quantidade de tempo e pela menor quantidade de dinheiro, põe-se na fila e espera até ser servido, deambula com o seu tabuleiro alguns instantes enquanto procura uma mesa vaga, senta-se, come e vai embora o mais de pressa possível. Assim é o tipico português num dia de semana à hora do almoço num centro comercial. A hora de almoço é curta. O stress é grande. A fome é muita.
Mas ontem assisti a uma cena que me fez rever o que é realmente um português "tipico" à hora de almoço num centro comercial. Estou eu sentada a almoçar quando um senhor na casa dos 40 se aproxima da mesa mais próxima e se senta. Tira o casaco do fato, pousa-o nas costas da cadeira ajeitando os ombros para não amassar. Pousa a pasta de cabedal castanho na mesma cadeira e senta-se. Até aqui tudo bem. Mais um no meio de muitos.
Depois de sentado abre a pasta e retira de lá o jornal. Descalça os sapatos (que estão apertados, e estamos em horário de almoço, o senhor queria esticar os dedinhos! o que importa se está a faze-lo em pleno centro comercial apinhado e não no conforto do seu sofazinho em casa??), abre o jornal e vai lendo calmamente. Ri-se de uma noticia (cada coisa, neste mundo!!...), pousa o jornal e vai novamente à pasta aberta. Lá de dentro tira um saco do continente fechado com um nó. Lá dentro? Sardinhas fritas, ao monte, um bocadinho amachucadas por terem passado a manhã a marinar dentro da pasta e fechadas num saco de plástico atado com um nó (higiene acima de tudo!!). De dentro da pasta saiu ainda uma caixa de "carte d'or" que continha salada com muita maionaise e meia baguette. E foi a este espectáculo que eu assisti enquanto almoçava: o homem petiscava imune ao resto do mundo: com uma mão segurava o jornal dobrado, com a outra ia apanhando sardinhas, alface e pão. Os pés, ainda fora dos sapatos, descansavam adequadamente pousados sobre os ditos. O telemovel tocou uma série de vezes, entoando o "nokia tune" que já ninguém pode ouvir. Mas era hora de almoço, o senhor não atendeu ninguém. E quando terminou o seu tempo, totalmente imune aos multiplos outros executivos que deambulavam aceleradamente à sua volta, o senhor retirou de dentro da pasta um guardanapo: limpou os restinhos de maionaise de dentro da caixa e arrumou-a. Limpou um par de gotas de molho de sardinha da mesa e dobrou o saquinho. Lambeu a ponta de todos os dedinhos para garantir que não havia uma imperfeição a ser notada (dignidade! acima de tudo dignidade!), calçou os sapatos, vestiu de novo o casaco do fato, pegou na pasta e no jornal e foi-se embora calmamente. E assim, senhores, descobri que existe um português muito mais tipico do que se pensava a frequentar centros comerciais apinhados à hora de almoço. Um que se serve deles porque fica mais perto do que ir a casa, mas que não abdica dos confortos do lar! Nem do menu do verdadeiro lisboeta na primavera. E que ninguém me venha falar da crise, e do que leva as pessoas a fazer! Isto, senhores, não é fruto de crise rigorosamente nenhuma! Isto é um verdadeiro português como (graças a Deus...) já não se fazem assim tantos!...

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Erasmus no Continente!

E diga-se, este titulo tem muito menos de profundo do que aparenta... São mesmo só um monte de estudantes estrangeiros às compras num hipermercado em Lisboa (pois, e isto que até estava a parecer promissor, não é? humpf!...).
Estava eu mesma nesse querido hipermercado, já na caixa, com os pés a doer e a perguntar-me muito sériamente como é que ia conseguir condensar todas aquelas coisa no meu querido (e, por vezes, minusculo...) trolei (sim, tenho um desses. Achei que a minha coluna valia mais do que a minha dignidade depois de muitas vezes ter chegado a casa derreada por andar a acartar com tudo "ao braço" :P), quando sou abordada por um rapaz com ar de ter a minha idade.
Do you speak english? - pergunta-me o dito fulano
Falo, falo, disse eu (e a conversa vai ser traduzida daqui para a frente que não se perde nada no conteúdo e até se ganha no interesse da coisa).
Pois eis que o jovem me diz que é estudante Erasmus, e que está cá com uns amigos (pois está muito bem, e o que é que eu tenho a ver com isso, pensei eu) e que estão ali, no Continente, a fazer "muitas compras, muitas mesmo muitas!" (hum...)
Estamos ali naquela caixa, estás a ver? (eu olho. coisa de 10 pessoas fazem uma grande festa e dizem-me adeus entusiasticamente com as mãos da caixa lá do fundo) (hum...)
Para minha felicidade, que não estava a compreender nada do que o rapaz queria comigo afinal, e para grande alívio do mesmo, que estava com ar de estar a ficar um bocadinho ansioso por não conseguir encontrar as palavras de que precisava na lingua universal para se fazer entender, a funcionária da caixa onde eles estavam decidiu intervir em nosso auxilio, abrindo os pulmões e gritando:
- ELES QUEREM SABER SE A MENINA TEM CARTÃO CONTINENTE!!! ESTÃO A FAZER UM MONTE DE COMPRAS E QUEREM DAR-LHE OS PONTOS A SI!!!
Felicidade no rosto do rapaz e do grupo! A mensagem tinha finalmente passado!!
Surpresa e espanto na minha cara, grande agradecimento, aqui tem o cartão, mesmo muito obrigada, foi muito simpático da vossa parte.
O rapaz vai, o rapaz volta, devolve-me o cartão e ainda acrescenta com um grande sorriso:
"There you go! Lots of points for you!"
Estou pasma até agora. Agradeci imenso, despedi-me de todos, paguei finalmente a minha conta a uma funcionária igualmente confusa e com ar amuado de "a mim não me acontecem coisas destas no Continente...", e vim para casa (puf-puf-puf) com o mìtico trolei quase a arrancar-me o braço e mesmo assim com 3 sacos ao dependuro porque não coube tudo lá dentro. No entanto foi um fim de dia feliz. É sempre bom quando nos acontecem coisas destas, o universo lá arranja maneira de nos por um sorriso na cara de vez em quando e sabe bem.

Agora a parte II:

Naquela linda segunda-feira de compras, vim para casa cansada mas feliz porque alguém tinha tido um gesto simpatico comigo que me tinha feito sentir especial. Mas, como boa utilizadora de cartão continete que sou, sei que a percentagem de produtos com desconto que o querido hipermercado tem não é assim tão grande, portanto, para lá do gesto, achei sempre que os meninos não me tinham dado grande coisa. Mas calei-me na vez seguinte que tive que ir às compras e me deparo com uma funcionária solícita que me pergunta se quero "pagar com o saldo do cartão?". E, quando eu olho, dou com quase 10€ de saldo à conta da simpatia do meninos daquele dia. Ganhei o dia outra vez! Se apanhasse os ditos estudantes Erasmus de novo, acho que os corria a beijinhos e a abraços a todos. Ou talvez não,que é o mais provável. Mas que foi surpreendente, foi. ;) Como diz o outro: HAPPY DAYS!

Cenoura

Descobri recentemente que sou absolutamente incapaz de preparar legumes para a sopa sem começar a roubar cubinhos de cenoura. Ainda pensei que era capaz de resistir. Afinal não. Fraquinha...

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Tenho um brinquedo novo!

Chama-se 3D studioMAX 2009 e está-me a querer parecer que vamos gostar muito um do outro. :D Esta foi a a primeira experiência, só para espreitar as novidades desta versão do programa. Gostei! :D

domingo, 5 de abril de 2009

Mães deste país:

Ensinem maneiras aos vossos meninos desde pequeninos. Ensinem-lhes que o respeito é bonito e que a gente gosta. Expliquem-lhes com jeitinho que as regras lá de casa não são manias só vossas, que é suposto essas regras serem valores para cultivar e crescer naquelas cabecinhas ao longo de toda a vida, mesmo quando já não morarem com a mamã e o papá. Não se limitem a proibir "e pronto" que a criançada não percebe que isso não é só uma novidade aí de casa e metem na cabeça que um dia se vão emancipar e libertar das vossas amarras e ser, finalmente, felizes para sempre a fazer o que bem lhes der na gana, agora que já são crescidos.
Façam isso.
Se não os vossos filhos vão crescer e tranformar-se nos meus vizinhos de cima.
Que às duas e meia da manhã, num apartamento que não tem mais de 50 metros quadrados úteis, estão a receber visitas em casa, a falar nas alturas, a ouvir música e a cantar, a dançar de saltos altos por toda a casa. E por toda a minha dor de cabeça, que é enorme, já que a p**a da gripe teima em me fazer companhia.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Amor é...

Quando, após vários dias de cama, inchadas, congestionadas, com os lábios inflamados de tanto cieiro por passarmos o dia a assoarmo-nos, o nosso namorado nos convida para jantar, nos vem buscar a casa, nos recebe com um beijo, nos sorri e nos diz que somos a mulher mais bonita do mundo. :)