Ah!...Nada como um fim de tarde descontraído, em que uma pessoa aproveita para esticar um bocadinho as pernas, apanhar um bocadinho de sol, apesar de o tempo já estar a ficar frescote, ver umas montras, comprar pão... e ser assaltada por 4 caloiros armados com BANANAS. Ah, pois é. Bananas. Bananinhas. Ali, as 4, apontadas em riste a minha cara, por quatro miúdos sujos até ao fundo da alma, corados e envergonhados a ponto de nem conseguirem olhar bem para mim, apesar dos "incentivos" do "doutor" que os acompanhava.
- Essa senhora! JÁÁÁÁ!! - motivava o caríssimo doutor.
- Mmm... isto é um assalto... - murmurou a única rapariga, como quem pede desculpa, enquanto os outros 3 olhavam para o chão com ar de quem gostava de ter ali um buraco, naquele momento.
Lá lhes dei 20 cêntimos, depois de lhes ter perguntado para o que andavam a "assaltar". Uma bela bebedeira, pensei eu, como ensina a experiência académica. "Não...." disseram eles, cada vez mais roxos de vergonha "É para... mmm... para comprar sebentas... material escolar.... mmm...". Pois é claro que é, meus queridos e emporcalhados caloiros, armados com bananas. É claro que é para comprar sebentas e material escolar, agora para financiar a magnifica bebedeira... Que ideia a minha! Agora caloiros que se embriagam durante as praxes? Isto do pensamento esteriotipado é uma chatice.
E pronto, la seguiram os pobres caloiros, com o seu Doutor a rosnar umas ordens quaisquer, e com as suas bananas. Bonitos momentos. Bem dizem que as praxes são muito importantes para a integração da juventude académica. Mesmo muito. "Então, o que é que fizeram hoje?" - perguntam os papás, pelo telefone, ao seus meninos - "Encheram-nos de ovos, cerveja, caril e farinha; pintaram-nos com batons e puseram-nos a usar t-shits que dizem "caloiro burro sou!" e ainda nos juntaram em grupos para irmos assaltar na rua, munidos de bananas." - "O QUÊ???" - hão de responder os papás, perturbados - "Assaltar para comprar sebentas e material escolar, mamã." - "Ah, bom. Lindos meninos."
Nunca vou entender as praxes. Mas pronto. Isso sou eu, que nunca vi em que é que a humilhação conjunta integra no que quer se seja. Pelo menos serve para os Doutores com cerca de 15 matriculas se sentirem especiais por uma vez na vida académica. Dali para a frente, o resto do ano é a vergonha que se sabe para eles. Deixemo-los rosnar a caloirinhos inocentes, para tufar um bocadinho o ego.
E lá continuei o meu passeio, a apreciar o solzinho do fim de tarde, que estava tão agradável.
- Essa senhora! JÁÁÁÁ!! - motivava o caríssimo doutor.
- Mmm... isto é um assalto... - murmurou a única rapariga, como quem pede desculpa, enquanto os outros 3 olhavam para o chão com ar de quem gostava de ter ali um buraco, naquele momento.
Lá lhes dei 20 cêntimos, depois de lhes ter perguntado para o que andavam a "assaltar". Uma bela bebedeira, pensei eu, como ensina a experiência académica. "Não...." disseram eles, cada vez mais roxos de vergonha "É para... mmm... para comprar sebentas... material escolar.... mmm...". Pois é claro que é, meus queridos e emporcalhados caloiros, armados com bananas. É claro que é para comprar sebentas e material escolar, agora para financiar a magnifica bebedeira... Que ideia a minha! Agora caloiros que se embriagam durante as praxes? Isto do pensamento esteriotipado é uma chatice.
E pronto, la seguiram os pobres caloiros, com o seu Doutor a rosnar umas ordens quaisquer, e com as suas bananas. Bonitos momentos. Bem dizem que as praxes são muito importantes para a integração da juventude académica. Mesmo muito. "Então, o que é que fizeram hoje?" - perguntam os papás, pelo telefone, ao seus meninos - "Encheram-nos de ovos, cerveja, caril e farinha; pintaram-nos com batons e puseram-nos a usar t-shits que dizem "caloiro burro sou!" e ainda nos juntaram em grupos para irmos assaltar na rua, munidos de bananas." - "O QUÊ???" - hão de responder os papás, perturbados - "Assaltar para comprar sebentas e material escolar, mamã." - "Ah, bom. Lindos meninos."
Nunca vou entender as praxes. Mas pronto. Isso sou eu, que nunca vi em que é que a humilhação conjunta integra no que quer se seja. Pelo menos serve para os Doutores com cerca de 15 matriculas se sentirem especiais por uma vez na vida académica. Dali para a frente, o resto do ano é a vergonha que se sabe para eles. Deixemo-los rosnar a caloirinhos inocentes, para tufar um bocadinho o ego.
E lá continuei o meu passeio, a apreciar o solzinho do fim de tarde, que estava tão agradável.
1 comentário:
Como é bom ver o que os SENHORES DOUTORES com mais de uma dúzia de matrículas ensinam aos jovenzinhos! E aulas?? Ah, baldaram-se, pois foi, para cuidar dos caloirinhos... bem, para o ano será, provavelmente, mais uma matrícula para juntar às que já têm este ano.
Quanto ao solinho de fim de tarde, fizeste muito bem em aproveitá-lo. Por aí estava óptimo. Aqui na minha zona estava fresco... e não deu para eu fazer o mesmo.
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