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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Sobre isto dos fins de namoro...

São uma merda. Mas já se sabe que é sempre no meio do estrume mais fedorento que nascem, na estação seguinte, as plantas mais viçosas e as frutas mais saborosas. Que seja assim com isto também ;) Que duas coisas são certas: isto é uma merda. E eu vou regando em quantidades.


(E antes que alguém pergunte, sim, coisas vão sendo plantadas. Juizinho, para inicio de conversa. Sonhos bons e projectos ainda pequeninos. Amizades fortes. E muita esperança no futuro. Porque isto até pode ser uma merda. Mas não há de ser isto o que me derruba.)

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Ora a ver se a gente se entende...

Ora bem, de uma vez por todas: uma coisa são CALÇAS. Uma outra são TREGGINGS. Por sua vez, existem os LEGGINGS. E, finalmente, há collants. E eu sei que a coisa, à primeira vista, parece toda muito parecida e tudo serve para vestir as pernas, mas por favor, vamos lá ver se a gente se entende: Calças são calças. Leggings e familia são leggings e familia.
Calças são feitas de tecido consistente, são resistentes, são usadas com camisolas do tamanho que se quiser, embora o bom senso indique que umas fiquem melhor do que outras e que não seja suposto ver-se uma tira de barriga entre ambas (mas não é isso que importa aqui agora). O relevante aqui é que calças são efectivamente uma peça de vestuario. Por sua vez, treggings, leggings e colants SÃO ACESSÓRIOS. Por amor de Deus, parem de os usar como se fossem calças. É uma questão de dignidade humana. Antes que alguém se indigne: treggings são leggings a fingir que são calças (mas são leggings na mesma); por sua vez, leggings são colants sem pé (mas ainda são colants) e colants são colants, não há grandes discussões neste ponto. Posto isto: sairiam realmente de casa apenas de colants vestidos e uma t-shirt curta? Não, pois não? Optimo. E leggings, sairiam de casa com eles e uma t-shirt curta? Saíam?? Errado. A não ser que eles fossem opacos o suficiente para não termos que lhe estar a ver a roupa interior à transparencia E a t-shirt que os acompanhasse fosse suficientemente comprida para evitar a exacta mesma coisa. (Ah, mas isso não é uma t-shirt; é um vestido curto, reclamam as adeptas. É verdade. É exactamente isso. Não é uma t-shirt, é um vestido curto. Da exacta mesma forma que leggings não são calças, são colants sem pé.)
Em suma: se querem mesmo usar leggings, usem-nos com o mesmo bom senso e as mesmas regras com que usam colants. Por outro lado, se vão escolher uns suficientemente opacos para manter a vossa dignidade intacta (e privacidade, por favor!! há mesmo muitas coisas que eu não preciso de ver!!) e poder usa-los como se fossem calças, então, por favor, usem efectivamente calças. Porque vir para casa de metro e passar coisa de 25 minutos a ver passar um monte de desgraçadas das mais variadas idades e dos mais distintos tipos físicos a usar leggings de toda a forma e feitio sem qualquer tipo de dignidade ou respeito por si próprias (ou sem levar em consideração os traumas futuros que isso vai causar em quem a vir passar naquela figura...), está mesmo, mas MESMO muito errado.

domingo, 26 de setembro de 2010

Acho impressionante

Como é possível alguém que escreveu isto e isto tenha também conseguido ser o autor disto.
Até ler o Leão de Oz eu achava que era francamente impossível que um livro da autoria de um autor tão brilhante como Gregory Maguire pudesse não falar sobre nada. Aliás, que qualquer coisa, da autoria de quem quer que seja que dure 350 páginas pudesse não falar sobre rigorosamente nada. Achava que podia calhar ser chato, ou cair para o desinteressante, vá, "gostos", mas agora "nada"? Pura e rigorosamente "nada"? Não, por esta eu não esperava.
No incio a história quase que arranca, mas afinal não. O que se esperava brilhantemente envolvente e inesperado, revelou-se uma profunda desilusão. É um sem fim de pormenores irrelevantes sobre uma personagem extraordináriamente plana e fastidiosa, como se veio a revelar o Leão Brr. Li tudo, pois é claro que li. Cá no fundinho eu ainda tinha esperança de que alguma coisa se fosse passar de interessante ou de - pelo menos! - relevante entretanto. Mas nada. O retrato da vida em branco do Leão cobarde é (surprendam-se!) um absoluto vazio. O pior? Algures nas últimas paginas a história quase que arranca de novo. Mas depois não, claro está, porque o livro acaba. Estou revoltada. Senti-me a ler o guião de um daqueles programas da madrugada, em que uma infeliz qualquer faz conversa ininterruptamente, sozinha, enquanto espera que alguém lhe telefone para participar 3 segundos no concurso e depois voltar tudo ao mesmo. Fantastico. Os criticos gabam o brilhantismo criativo de Maguire e eu não deixo de fazer o mesmo: tornou o insuportável Leão de Oz num personagem exponencialmente mais frustrante. E diga-se, encher 350 páginas e conseguir que nada de relevante aconteça é um feito. Gabo também as meninas dos programas da madugada, que falam para ali que se fartam, só elas e a camera, e vai-se a ver, não estão a falar sobre coisa nenhuma estão, hum, como dizer... a encher chouriços. Até acontecer alguma coisa. E depois continuam. Se bem que é para isso que lhes pagam. Mas vá, o mesmo se pode dizer do, até agora, intocávelmente brilhante Sr. Maguire: também ele é pago para fazer estas coisas. Se bem que dele se espera mesmo um GRANDE bocadinho mais do que um simples encher de chouriços. Mas pronto, é o que há, de momento.
Estou triste. Mesmo triste. Quando mentes como a de Maguire conseguem decepcionar-nos tanto, algo me diz que o mundo criativo literario está a ir muito mais por água abaixo do que se previa anteriormente.
E pronto, agora, só para contrariar, vou ler algo que já se preveja palerma, para desenjoar do que se previa brilhante. Ao menos a desilusão há-de ser menor, tal como a dimensão do livro novo.
Veja-se o lado bom. bastavam-me pouco mais de 3 paginas para adormecer calmamente até ao dia seguinte. Parece que nem tudo se perdeu, afinal.