Arejar aqui o espaço, que não venho aqui há uns meses, mudar a decoração, uma vez que o natal se aproxima, e até porque uma pessoa às vezes gosta de variar, até dentro das coisas de que gosta mesmo sempre.
Diga-se de passagem, para quem se assume como tendo neurónios incansantes, este anda meio para o paradinho, lol. Mas, subendenda-se, isto de ter neurónio que saltitam não significa ter 48 horas no dia e, como dizia o outro "valores mais altos se levantam"! Vejamos se daqui para a frente volto a ter mais tempo, mais paciencia e, acima de tudo mais disponibilidade e vontade para vir aqui postar qualquer coisa. Só para minha diversão, claro está. Há que ter consciencia de que devo ser a unica visitante aqui do sítio, lol. E nem assim sou uma muito regular, não é?
Portanto, muitos beijinhos para todos e, já a jogar pelo seguro, um feliz Natal antecipado que, se isto correr como a última vez, eu só devo voltar lá para abril, lol!
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Daqui a uns tempos...
Chamam-me "o blog da fruta". Tenho a mania da fruta fora de horas. Só por gulodice, mesmo. estive a trabalhar até agora, e apeteceu-me, antes de ir dormir. Agora há uns tempos eram morangos. Agora são nectarinas. Descasco umas 3, corto-as aos bocadinhos para um taça, e ando consolada, ao menos por um bocadinho. Que ninguém diga que não sou uma menina de manias a puxar para o saudávelzinho! :P
Agora, tentem obrigar-me a comer fruta à sobremesa... Só para ver o que acontece?... :P
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noites sem dormir
"Afterheels"
Adivinhem só? Eis que um engenheiro inglês, durante um fim de semana, foi sair com um grupo de amigos, entre os quais uma rapariga com um belo par de saltos altos. Um bom jantar, uma saída agradável, dança até de madrugada... e na manhã seguinte, para grande perturbação do sr. engenheiro (e dos homens em geral, que nunca entendem o porquê do sacrificio...) os pés da menina estavam cheios de bolhas e terrivelmente doridos, de tal forma que ela passou o dia quase todo descalça e confortavelmente deitada. Ele perguntou-lhe o que a maioria dos homens pergunta nesta situação: "Se os sapatos te magoam os pés, porque é que os usaste a noite toda?" e a menina respondeu o que qualquer mulher responderia (e não estou a dizer que isto algum dia vá fazer sentido inclusivé para nós mulhres, mas a verdade é que é assim que a coisa funciona, lol) "Porque são giros, ficam-me bem, e só magoam assim tanto se os usar muito tempo. Mas quando começam a doer, não vou propriamente ficar descalça, não é?"
Pois. Não é. E, num dia normal, o homem que fez a pergunta ecolheria os ombros sem compreender na mesma o porquê do sacrificio, e a menina continuaria a descansar, com os pés doridos, mas feliz da vida porque tinha estado linda na noite anterior e tinha-se divertido muito mais só por saber disso.
Mas para aquele engenheiro, aquela conversa deu aso a uma ideia de mestre: então E SE, independentemente de se sair de casa com uns saltos altos que nos deixem as pernas deslumbrantes e o ego nas alturas, quando chegassemos aquele ponto da noite em que davamos tudo para nos podermos descalçar e trocar para uma coisa mais confortável, pudessemos mesmo?
Ora pois. E assim surgiram as "Afterheels" (e, mais tarde, as "Rollasole"): sabrinas feitas de um material fino e maleável, 100% reciclável, confortável e resistente a quase tudo, inclusivé pedras e vidros, que têm a particularidade de se poder dobrar até caber dentro de uma caixa de dimensões semelhantes às de um maço de tabaco e que estão a ser comercializados directamente em algumas discotecas inglesas, em vários pontos do país, em máquinas de venda de tabaco reconvertidas, a cerca de 5£ cada par. Depois de usados, podem ser lavados, dobrados de novo e guadados dentro da carteira até a saída seguinte, ou simplesmente colocados no ecoponto mais próximo, se não se quiser voltar a usar. Têm ainda o pormenor interessante de , juntamente com o par de sabrinas, vir um saco para transportar os sapatos de salto mais confortávelmente até a casa.
Pois. Não é. E, num dia normal, o homem que fez a pergunta ecolheria os ombros sem compreender na mesma o porquê do sacrificio, e a menina continuaria a descansar, com os pés doridos, mas feliz da vida porque tinha estado linda na noite anterior e tinha-se divertido muito mais só por saber disso.
Mas para aquele engenheiro, aquela conversa deu aso a uma ideia de mestre: então E SE, independentemente de se sair de casa com uns saltos altos que nos deixem as pernas deslumbrantes e o ego nas alturas, quando chegassemos aquele ponto da noite em que davamos tudo para nos podermos descalçar e trocar para uma coisa mais confortável, pudessemos mesmo?
Ora pois. E assim surgiram as "Afterheels" (e, mais tarde, as "Rollasole"): sabrinas feitas de um material fino e maleável, 100% reciclável, confortável e resistente a quase tudo, inclusivé pedras e vidros, que têm a particularidade de se poder dobrar até caber dentro de uma caixa de dimensões semelhantes às de um maço de tabaco e que estão a ser comercializados directamente em algumas discotecas inglesas, em vários pontos do país, em máquinas de venda de tabaco reconvertidas, a cerca de 5£ cada par. Depois de usados, podem ser lavados, dobrados de novo e guadados dentro da carteira até a saída seguinte, ou simplesmente colocados no ecoponto mais próximo, se não se quiser voltar a usar. Têm ainda o pormenor interessante de , juntamente com o par de sabrinas, vir um saco para transportar os sapatos de salto mais confortávelmente até a casa.
E já lá vão mais de 10.000 pares so no primeiro mês. Inteligente, hum?
segunda-feira, 1 de junho de 2009
terça-feira, 26 de maio de 2009
Há coisas que me ultrpassam

Entre elas está esta moda proliferante de usar tiras de trapilho penduradas ao pescoço como acessório. Ora vamos lá ver, trapilho não são aqueles de restos de tecido que se aproveitam para fazer tapetes e pegas de cozinha, tapetes e pegas de cozinha essas a que toda a gente, mal lhes pousa a vista em cima, franse o nariz com desagrado?? Mas ao pescoço, tipo rosquilha, já está bem? E ainda há gente disposta a dar dinheiro em quantidades pelos potencias colares (que não são mais do que tiras com as pontas amarradas umas às outras...) quando se sabe que aquilo se vende a meia duzia de tostões ao quilo em qualquer retrosaria do planeta?? Não entendo esta gente. Mas sei que, se alguma vez der comigo a pendurar trapilho ao pescoço, as minhas queridas amigas terão o bom senso de me dar um par de tabefes para me deixar de coisas esquisitas.
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coisas que me passam pela cabeça...,
dia-a-dia
segunda-feira, 25 de maio de 2009
E lá foi ele!

Hoje fui aos correios enviar a minha candidatura ao Prémio Literário Branquinho da Fonseca - Expresso/Gulbenkian. E agora espera-se até dia 10 de Outubro para saber os resultados. Pacientemente. MUITO pacientemente. Ou não tivesse eu um projecto de revitalização urbana para terminar até ao fim de junho e um tese de mestrado sobre aquitectura tradicional portuguesa para escrever nos entretantos...
Tempo. Conversa. Paciência.
O homem que eu tenho é um lírico em muitas coisas; diga-se, em parte é por isso que eu lhe acho piada muitas das vezes: a fé que ele continua a ter nas pessoas e no mundo. Para ele, se duas pessoas se amam, têm que ser felizes "sempre" e não "o mais que puderem". Para ele se uma pessoa é boa, não lhe acontecem coisas más. Para ele, se uma pessoa se empenhar no que faz, vai ser a melhor do mundo, independentemente das suas limitações, quaisquer que elas sejam. E isso é tudo muito bonito, mas a verdade é que não é bem assim, e todos sabemos disso.
E se nos reportarmos apenas ao âmbito das relações a dois, chega-se a um ponto em que a única certeza que vamos, realmente, poder ter em relação a quem quer que escolhamos para partilhar a nossa vida, é que essa pessoa, um dia, nos vai eventualmente magoar. Um dia essa pessoa vai-nos dar francamente nos nervos. Um dia essa pessoa vai aborrecer-nos de morte. Um dia não vai ser tudo tão perfeito como gostariamos. Não necessáriamente tudo no mesmo dia. Outras vezes sim, tudo à molhada mesmo. Mas isso não tem que significar mais do que significa: em última instancia isto é garantido. Tão garantido como que, se estamos vivos agora, um dia vamos morrer. Não é um erro. Não é um defeito. É uma característica. Chama-se convivência. POdemos estar cooredenados durante anos. Mas um dia vamos chocar. Da mesma forma que eu sei onde tenho todos os tapetes da minha casa. E volta e meia, lá estou eu a tropeçar neles.
E se nos reportarmos apenas ao âmbito das relações a dois, chega-se a um ponto em que a única certeza que vamos, realmente, poder ter em relação a quem quer que escolhamos para partilhar a nossa vida, é que essa pessoa, um dia, nos vai eventualmente magoar. Um dia essa pessoa vai-nos dar francamente nos nervos. Um dia essa pessoa vai aborrecer-nos de morte. Um dia não vai ser tudo tão perfeito como gostariamos. Não necessáriamente tudo no mesmo dia. Outras vezes sim, tudo à molhada mesmo. Mas isso não tem que significar mais do que significa: em última instancia isto é garantido. Tão garantido como que, se estamos vivos agora, um dia vamos morrer. Não é um erro. Não é um defeito. É uma característica. Chama-se convivência. POdemos estar cooredenados durante anos. Mas um dia vamos chocar. Da mesma forma que eu sei onde tenho todos os tapetes da minha casa. E volta e meia, lá estou eu a tropeçar neles.
O que torna uma relação especial é quando, sabendo que nem tudo vai ser perfeito sempre, alguém nos diz que vai continuar sempre a tentar que seja. O que faz o amor realmente o que ele é, não é dizerem-nos que vão conseguir nunca nos magoar, nunca ter dúvidas, nunca falhar, mas sim dar-nos a segurança e a certeza de que, quando isso acontecer, vão ficar ao nosso lado para nos ajudar a curar as nossas feridas, a recuperar as nossas convicções, a fazer-nos acreditar novamente. Amar não é nunca deixar o outro cair. É garantir que se está lá ao lado quando isso acontecer, ajudá-lo a levantar e a seguir em frente consigo. Porque isso vai acontecer. Isso é garantido.
Já estou como o poeta, quando diz que "Se ficares comigo, prometo dar-te tormentos, prometo dar-te maus momentos, e prometo-te, também, se perceberes o que quero dizer, meu amor, que terei a arte de te fazer sempre sentir que é diferente o que te prometo do que dizer-te «vá, fica comigo e logo se vê». Não é o mesmo estar que ficar, nem ficar é o mesmo que parar, e se te digo que ficarei contigo, também te digo que será sempre para lutar por ti todos os dias, e não para me conformar com a tua presença na minha vida. E não vamos sempre concordar, porque vamos ser sempre diferentes, mas ficar ao teu lado é ficar do teu lado, e não ser como tu em tudo o que alguma vez fizeres. Viver é o mais perigoso que existe na vida. Mas tenho vontade de tentar, não de ser igual, já que ninguém quer ser igual a ninguém hoje em dia. Terei, portanto, pomadas para todas as dores, remédios para todos os tipos de horrores, e também receitas para desilusões."
Por isso concluo com uma frase que disse ontem e que, ao fim de alguma ponderação lá acabou por fazer sentido naquela cabeça que eu amo: "Terminar uma relção por se ter medo de magoar alguém ou a si mesmo mais é frente, é garantir não só que se irá magoar alguém, como de que se irá sofrer já. Não estarias a impedir-me de sofrer no futuro, se me deixasses agora. Estarias, isso sim, a impedir-me de continuar a ser feliz contigo." Porque chatices vão haver sempre. Já sabemos.
E é assim que um dia termina e tudo volta aparentemente ao normal. De repente recebo de novo mensagens que me lembram que sou especial e muito amada. Mas com mimo extra. E só eu sei como adoro mimo extra. E como preciso dele, depois de fins de semana tão confusos como este!
Já estou como o poeta, quando diz que "Se ficares comigo, prometo dar-te tormentos, prometo dar-te maus momentos, e prometo-te, também, se perceberes o que quero dizer, meu amor, que terei a arte de te fazer sempre sentir que é diferente o que te prometo do que dizer-te «vá, fica comigo e logo se vê». Não é o mesmo estar que ficar, nem ficar é o mesmo que parar, e se te digo que ficarei contigo, também te digo que será sempre para lutar por ti todos os dias, e não para me conformar com a tua presença na minha vida. E não vamos sempre concordar, porque vamos ser sempre diferentes, mas ficar ao teu lado é ficar do teu lado, e não ser como tu em tudo o que alguma vez fizeres. Viver é o mais perigoso que existe na vida. Mas tenho vontade de tentar, não de ser igual, já que ninguém quer ser igual a ninguém hoje em dia. Terei, portanto, pomadas para todas as dores, remédios para todos os tipos de horrores, e também receitas para desilusões."
Por isso concluo com uma frase que disse ontem e que, ao fim de alguma ponderação lá acabou por fazer sentido naquela cabeça que eu amo: "Terminar uma relção por se ter medo de magoar alguém ou a si mesmo mais é frente, é garantir não só que se irá magoar alguém, como de que se irá sofrer já. Não estarias a impedir-me de sofrer no futuro, se me deixasses agora. Estarias, isso sim, a impedir-me de continuar a ser feliz contigo." Porque chatices vão haver sempre. Já sabemos.
E é assim que um dia termina e tudo volta aparentemente ao normal. De repente recebo de novo mensagens que me lembram que sou especial e muito amada. Mas com mimo extra. E só eu sei como adoro mimo extra. E como preciso dele, depois de fins de semana tão confusos como este!
sábado, 23 de maio de 2009
La mala educación
Eis que decorre o dia 22 de Maio de 2009, sexta feira, quando aqui a querida Aninhas se desloca até ao Pingo Doce mais próximo para repor a dispensa para o fim de semana que se aproxima.
Sou uma pessoa simpática. Sou uma daquelas pessoas que continua a acreditar que as coisas boas que fazemos aos outros nos são retribiudas. Sou uma daquelas criaturinhas que se guia pela bonita teoria do "faz aos outros o que esperas que também te façam a ti". Portanto eu cheguei lá e esperei pacientemente que a senhora da florista tirasse as caixas do meu caminho para eu passar. "Peço desculpa" "Não faz mal, esteja à vontade." Sorrisinho dela. Sorrisinho meu. Eu chego ao corredor do enlatados e um senhor com ar perdido pede-me indicações sobre onde encontrar um produto. Eu lá lhe disse. "Muito obrigado!" "De nada!" Sorrisinho dele. Sorrisinho meu. Eu chego à zona da frutaria e vejo um senhor de idade a tentar esticar-se por cima do expositor das maçãs para tirar um saco do rolo, que por algum motivo está pendurado num varão a uma altura de 1,70, mesmo no centro dos expositores. Tirei um saco e ofereci-lhe. "Já agora, agradeço." "Ora essa, não há problema nenhum." Foi á vida dele, eu fui à minha.
E nisto eu chego à caixa para pagar: começo a pousar as minhas coisas no mini tapete rolante (os pingo doces pequenos têm zonas de caixa em miniatura, uma comédia!), digo "Boa tarde!" à funcionária, como manda a boa educação. A resposta? Um braço bem assente sobre o comprimento do tapete rolante e empurra as minhas coisas todas para trás, fazendo com que metade delas caia no chão (felizmente nada se partiu...)
- Esta juventude apressada... - resmungou a senhora, pousando de forma petulante o separador de "Cliente seguinte" entre ela e as minhas compras.
Fiquei com cara de parva, mas lá mantive o bom humor. Sorrisinho, que este trabalho dever ser chato, deve aparecer muita gente estúpida por aqui todos os dias, vá, não é nada contigo...
Lá começou a registar os produtos, enquanto eu recolhia do chão o que tinha caído e voltava a por em cima da passadeira rolante, perante o ar surpreso do tipo atrás de mim na fila. Quando terminei, pousei o cesto que tinha usado em cima dos restantes que estavam ao lado da caixa e ia avançar para arrumar as coisas nos sacos quando fui de novo interpelada pela senhora:
- Então vai deixar isso aí?? Estas meninas que não têm educação nenhuma, que acham que é tudo delas... Então não está a ver que não se podem deixar os cestos aí, que estorva? Que, se daqui a um bocado um colega quiser vir trabalhar para essa caixa não se consegue sentar?? Esta gente não tem educação nenhuma!
Fiquei parva, devo ter feito mesmo ar de parva a olhar para ela, e disse-lhe a unica coisa que fazia sentido ali:
- Peço desculpa, só pousei o cesto aqui porque já cá estavam outros, mas se não é aqui o sitio, diga-me onde é, que não me custa nada levar até lá. - sorrisinho, vá lá, que a senhora está a ter um dia difícil, com compreenção a coisa vai lá.
- Eu não digo? A má educação desta gente, acha que é tudo delas! Estas menininhas que só porque são bonitinhas acham que podem fazer tudo! Acha que isto é assim, chega aqui e faz o que quer? Não é assim!
Era a voz da mulher a subir e a minha boa vontade a descer.
- Então diga lá onde é que isto se arruma, que não me custa nada levar lá e assim aprendo e para a próxima já não acontece.
- Ó SR. NÃO SEI QUANTOOOOOS!!! Venha cá tirar-me isto daqui, que estas meninas chegam aqui e fazem tudo de qualquer maneira sem consideração nenhuma pelo trabalho de ninguém, e daqui a bocado nem se consegue passar ali!
Sou uma pessoa simpática. Sou uma daquelas pessoas que continua a acreditar que as coisas boas que fazemos aos outros nos são retribiudas. Sou uma daquelas criaturinhas que se guia pela bonita teoria do "faz aos outros o que esperas que também te façam a ti". Portanto eu cheguei lá e esperei pacientemente que a senhora da florista tirasse as caixas do meu caminho para eu passar. "Peço desculpa" "Não faz mal, esteja à vontade." Sorrisinho dela. Sorrisinho meu. Eu chego ao corredor do enlatados e um senhor com ar perdido pede-me indicações sobre onde encontrar um produto. Eu lá lhe disse. "Muito obrigado!" "De nada!" Sorrisinho dele. Sorrisinho meu. Eu chego à zona da frutaria e vejo um senhor de idade a tentar esticar-se por cima do expositor das maçãs para tirar um saco do rolo, que por algum motivo está pendurado num varão a uma altura de 1,70, mesmo no centro dos expositores. Tirei um saco e ofereci-lhe. "Já agora, agradeço." "Ora essa, não há problema nenhum." Foi á vida dele, eu fui à minha.
E nisto eu chego à caixa para pagar: começo a pousar as minhas coisas no mini tapete rolante (os pingo doces pequenos têm zonas de caixa em miniatura, uma comédia!), digo "Boa tarde!" à funcionária, como manda a boa educação. A resposta? Um braço bem assente sobre o comprimento do tapete rolante e empurra as minhas coisas todas para trás, fazendo com que metade delas caia no chão (felizmente nada se partiu...)
- Esta juventude apressada... - resmungou a senhora, pousando de forma petulante o separador de "Cliente seguinte" entre ela e as minhas compras.
Fiquei com cara de parva, mas lá mantive o bom humor. Sorrisinho, que este trabalho dever ser chato, deve aparecer muita gente estúpida por aqui todos os dias, vá, não é nada contigo...
Lá começou a registar os produtos, enquanto eu recolhia do chão o que tinha caído e voltava a por em cima da passadeira rolante, perante o ar surpreso do tipo atrás de mim na fila. Quando terminei, pousei o cesto que tinha usado em cima dos restantes que estavam ao lado da caixa e ia avançar para arrumar as coisas nos sacos quando fui de novo interpelada pela senhora:
- Então vai deixar isso aí?? Estas meninas que não têm educação nenhuma, que acham que é tudo delas... Então não está a ver que não se podem deixar os cestos aí, que estorva? Que, se daqui a um bocado um colega quiser vir trabalhar para essa caixa não se consegue sentar?? Esta gente não tem educação nenhuma!
Fiquei parva, devo ter feito mesmo ar de parva a olhar para ela, e disse-lhe a unica coisa que fazia sentido ali:
- Peço desculpa, só pousei o cesto aqui porque já cá estavam outros, mas se não é aqui o sitio, diga-me onde é, que não me custa nada levar até lá. - sorrisinho, vá lá, que a senhora está a ter um dia difícil, com compreenção a coisa vai lá.
- Eu não digo? A má educação desta gente, acha que é tudo delas! Estas menininhas que só porque são bonitinhas acham que podem fazer tudo! Acha que isto é assim, chega aqui e faz o que quer? Não é assim!
Era a voz da mulher a subir e a minha boa vontade a descer.
- Então diga lá onde é que isto se arruma, que não me custa nada levar lá e assim aprendo e para a próxima já não acontece.
- Ó SR. NÃO SEI QUANTOOOOOS!!! Venha cá tirar-me isto daqui, que estas meninas chegam aqui e fazem tudo de qualquer maneira sem consideração nenhuma pelo trabalho de ninguém, e daqui a bocado nem se consegue passar ali!
Filha da mãe!
Lá conti o veneno (uma mulher lembra-se que é do norte quando a irritam e tudo o que apetece é dizer logo meia duzia de palavrões), não falei mais do assunto que percebi que não valia a pena, respirei fundo e avancei. Pedi 2 sacos, se faz favor (no pingo eles são pagos, e eu tinha-me esquecido do fiel trolei em casa).
- Não sabe que isso não é nada ecológico? - atira-me 2 sacos para cima - Ai estas meninas!!!
O sangue fervia-me nas veias, mas lá fui arrumando as coisas nos sacos, que me iam sendo atiradas de forma completamente abrutalhada. O meu chocolate e as bolachas ficaram logo meios moídos. Filha da mãe outra vez!
- São não-sei-quantos euros! - diz no tom do costume. Que isto todos lhe devem, ninguém lhe paga, mas naquele dia ia-se vingar do mundo atormentando clientes! Terminei de arrumar o artigo que tinha na mão, quando ouço a voz de novo, de novo num tom a subir - SÃO NÃO-SEI-QUANTOS EUROS!!! Tem gente atrás de si!
A minha paciencia já ia nos limites, nem lhe olhei para a cara, a minha boa educação no buraco, saquei do cartão multi banco, paguei, atirou-me o cartão e o talão para cima, nem um reles boa tarde me disse, nem a porcaria do "volte sempre" que são obrigados a dizer pelo protocolo da empresa.
FILHA DA MÃE!!!
Eu estava a espumar de fúria, ansiosa por sair dali, mas demorei mais uns instantes a arrumar a carteira e a por as ultimas coisas nos sacos.
E eis que ouço uma voz de veludo:
- Boa tarde. Vai desejar saco?
Sim. Era a grandessissima VACA, a atender o tipo que estava atrás de mim na fila e que só tinha uma reles lata de cerveja para pagar!!! Ah, ele merece um "boa tarde" e um sorriso, que não estorva. E também merece a oferta de um saquinho, que levar uma lata na mão não pode ser, eu é que era pouco ecológica. Ele teve um "muito obrigada e boa tarde" da grande vaca filha da mãe que me atendeu a patada!!
Portanto a senhora não estava a ter um mau dia não senhor. A senhora está é a ter uma crise de meia idade daquelas valentes em que ganha um ódio visceral a mulheres mais jovens que ela, principalmente se parecem simpáticas e bem dispostas com a vida, que se ela não está bem disposta com a vida, não vão ser estas "menininhas" que vão estar na presença dela! Mas agora que o cliente é uma coisa que veste calças, a coisa muda de figura. Agora que o cliente tem a oportunidade, se ela tiver uma voz de veludo e uma postura irrepreensível, de olhar para ela e a ver por aquilo que ela é: uma mulher mais velha, é verdade, mas cheia de vida ainda, cheia de experiencia e bons principios, ao contrário destas menininhas safadas que lhe aparecem na caixa, e que não interessam a ninguém, diz o grande poço de virtudes, aí a coisa muda claramente de figura!
Minha senhora, digo-lhe: o carácter de uma pessoa não se vê na forma como trata as pessoas que considera suas iguais ou superiores, mas na forma como trata as que considera inferiores. E boa educação usa-se e eu realmente gosto. E realmente uso. Portanto parece-me que realmente mereço.
Deu vontade de ir fazer queixa, mas não fui. Por outro lado vim para casa tão danada que nem dei por os pacotes de leite me virem a bater na perna direira e agora estou toda pisada. É para aprender a também não ter mau feitio, lol!
- Não sabe que isso não é nada ecológico? - atira-me 2 sacos para cima - Ai estas meninas!!!
O sangue fervia-me nas veias, mas lá fui arrumando as coisas nos sacos, que me iam sendo atiradas de forma completamente abrutalhada. O meu chocolate e as bolachas ficaram logo meios moídos. Filha da mãe outra vez!
- São não-sei-quantos euros! - diz no tom do costume. Que isto todos lhe devem, ninguém lhe paga, mas naquele dia ia-se vingar do mundo atormentando clientes! Terminei de arrumar o artigo que tinha na mão, quando ouço a voz de novo, de novo num tom a subir - SÃO NÃO-SEI-QUANTOS EUROS!!! Tem gente atrás de si!
A minha paciencia já ia nos limites, nem lhe olhei para a cara, a minha boa educação no buraco, saquei do cartão multi banco, paguei, atirou-me o cartão e o talão para cima, nem um reles boa tarde me disse, nem a porcaria do "volte sempre" que são obrigados a dizer pelo protocolo da empresa.
FILHA DA MÃE!!!
Eu estava a espumar de fúria, ansiosa por sair dali, mas demorei mais uns instantes a arrumar a carteira e a por as ultimas coisas nos sacos.
E eis que ouço uma voz de veludo:
- Boa tarde. Vai desejar saco?
Sim. Era a grandessissima VACA, a atender o tipo que estava atrás de mim na fila e que só tinha uma reles lata de cerveja para pagar!!! Ah, ele merece um "boa tarde" e um sorriso, que não estorva. E também merece a oferta de um saquinho, que levar uma lata na mão não pode ser, eu é que era pouco ecológica. Ele teve um "muito obrigada e boa tarde" da grande vaca filha da mãe que me atendeu a patada!!
Portanto a senhora não estava a ter um mau dia não senhor. A senhora está é a ter uma crise de meia idade daquelas valentes em que ganha um ódio visceral a mulheres mais jovens que ela, principalmente se parecem simpáticas e bem dispostas com a vida, que se ela não está bem disposta com a vida, não vão ser estas "menininhas" que vão estar na presença dela! Mas agora que o cliente é uma coisa que veste calças, a coisa muda de figura. Agora que o cliente tem a oportunidade, se ela tiver uma voz de veludo e uma postura irrepreensível, de olhar para ela e a ver por aquilo que ela é: uma mulher mais velha, é verdade, mas cheia de vida ainda, cheia de experiencia e bons principios, ao contrário destas menininhas safadas que lhe aparecem na caixa, e que não interessam a ninguém, diz o grande poço de virtudes, aí a coisa muda claramente de figura!
Minha senhora, digo-lhe: o carácter de uma pessoa não se vê na forma como trata as pessoas que considera suas iguais ou superiores, mas na forma como trata as que considera inferiores. E boa educação usa-se e eu realmente gosto. E realmente uso. Portanto parece-me que realmente mereço.
Deu vontade de ir fazer queixa, mas não fui. Por outro lado vim para casa tão danada que nem dei por os pacotes de leite me virem a bater na perna direira e agora estou toda pisada. É para aprender a também não ter mau feitio, lol!
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cada uma...,
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quarta-feira, 13 de maio de 2009
Hoot-hoot!
Estou eu a chegar a casa, quando vejo um pombo a aproximar-se, no seu andar balançante, da porta aberta da mercearia. Um passinho. Um tique de cabeça. Mais um passinho. Mais um tique de cabeça. Ainda mais um passinho. E ainda mais um tique de cabeça!
E quando o bicho (tão discreto...) já estava mesmo quase a entrar, eis que se ouve o dono berrar lá de dentro:
- OH POMBO, NÃO SEJAS ATREVIDO!!!
Vim a rir até à porta do prédio.
E quando o bicho (tão discreto...) já estava mesmo quase a entrar, eis que se ouve o dono berrar lá de dentro:
- OH POMBO, NÃO SEJAS ATREVIDO!!!
Vim a rir até à porta do prédio.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Dias da minha vida...
Toca o meu telemóvel: olho para o ecrã e concluo que nunca vi tal número.
Atendo:
- Estou sim?
- Estou sim, boa tarde! - responde a voz ao fundo do túnel.
- ..........
- Estou, Ana? Como estás? - diz a voz outra vez.
- ....................
- Daqui fala Fulano! - (há que manter um mínimo de privacidade na vida alheia... )
- .....................................
- O teu PAI!!!
- AAAAAAH!!!!!!!!!!!!!
(Não podia ter-se começado por aí??)
Atendo:
- Estou sim?
- Estou sim, boa tarde! - responde a voz ao fundo do túnel.
- ..........
- Estou, Ana? Como estás? - diz a voz outra vez.
- ....................
- Daqui fala Fulano! - (há que manter um mínimo de privacidade na vida alheia... )
- .....................................
- O teu PAI!!!
- AAAAAAH!!!!!!!!!!!!!
(Não podia ter-se começado por aí??)
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sábado, 2 de maio de 2009
Cola: a saga continua
Só a fazer um pequenino up-date: ainda nem se passaram 4 horas desde o último post, e há que dizer que nessas 4 horas está incluido o meu almoço, arrumações na cozinha e um pequeno duche. A maquete ainda está longe de estar terminada (está a meio, mais ou menos). E mesmo assim, já consegui gastar mais 3 pacotes de cola. A parte chata é que este é o último pacote. O último. E amanhã é domingo, e não tenho onde ir comprar. GRUNF!
Horas depois....
Contagem final - Cola 10. Eu ZERO. Não sobrou nadinha. Nem uma gota para contar a história. Mas está tudo feitinho, muito-muito-perfeitinho! VOU DORMIR 3 DIAS. Beijinhos!
Horas depois....
Contagem final - Cola 10. Eu ZERO. Não sobrou nadinha. Nem uma gota para contar a história. Mas está tudo feitinho, muito-muito-perfeitinho! VOU DORMIR 3 DIAS. Beijinhos!
Isto é a minha vida ultimamamente...

A dor no pulso começa a surgir. No polegar. No indicador, por causa do sempre querido e fiel x-acto. Também começam a surgir falhinhas de cartão pelo chão da minha sala, que é uma coisa que me deixa sempre aborrecida (viva os inventores do swiffer que me acalmam os nervos num instante, lol!). Finalmente, surgem grandes lucros para a UHU. Tendo em conta que a cola já estava esgotada numa série de lojas e tive que me render a comprar um MONTE de pacotes dos pequenos. Ainda só tenho 12 placas, e já lá vão 3 pacotinhos... Se eu disser que são coisa de 150... mmm... Quem não adora maquetes?!...
quinta-feira, 30 de abril de 2009
O verdadeiro Português!
O português típico dirige-se a um centro comercial à hora de almoço durante um atarefado dia de semana para almoçar qualquer coisa rápida. Ele entra no centro comercial, selecciona rápidamente qual o local que o deixará devidamente alimentado na menor quantidade de tempo e pela menor quantidade de dinheiro, põe-se na fila e espera até ser servido, deambula com o seu tabuleiro alguns instantes enquanto procura uma mesa vaga, senta-se, come e vai embora o mais de pressa possível. Assim é o tipico português num dia de semana à hora do almoço num centro comercial. A hora de almoço é curta. O stress é grande. A fome é muita.
Mas ontem assisti a uma cena que me fez rever o que é realmente um português "tipico" à hora de almoço num centro comercial. Estou eu sentada a almoçar quando um senhor na casa dos 40 se aproxima da mesa mais próxima e se senta. Tira o casaco do fato, pousa-o nas costas da cadeira ajeitando os ombros para não amassar. Pousa a pasta de cabedal castanho na mesma cadeira e senta-se. Até aqui tudo bem. Mais um no meio de muitos.
Depois de sentado abre a pasta e retira de lá o jornal. Descalça os sapatos (que estão apertados, e estamos em horário de almoço, o senhor queria esticar os dedinhos! o que importa se está a faze-lo em pleno centro comercial apinhado e não no conforto do seu sofazinho em casa??), abre o jornal e vai lendo calmamente. Ri-se de uma noticia (cada coisa, neste mundo!!...), pousa o jornal e vai novamente à pasta aberta. Lá de dentro tira um saco do continente fechado com um nó. Lá dentro? Sardinhas fritas, ao monte, um bocadinho amachucadas por terem passado a manhã a marinar dentro da pasta e fechadas num saco de plástico atado com um nó (higiene acima de tudo!!). De dentro da pasta saiu ainda uma caixa de "carte d'or" que continha salada com muita maionaise e meia baguette. E foi a este espectáculo que eu assisti enquanto almoçava: o homem petiscava imune ao resto do mundo: com uma mão segurava o jornal dobrado, com a outra ia apanhando sardinhas, alface e pão. Os pés, ainda fora dos sapatos, descansavam adequadamente pousados sobre os ditos. O telemovel tocou uma série de vezes, entoando o "nokia tune" que já ninguém pode ouvir. Mas era hora de almoço, o senhor não atendeu ninguém. E quando terminou o seu tempo, totalmente imune aos multiplos outros executivos que deambulavam aceleradamente à sua volta, o senhor retirou de dentro da pasta um guardanapo: limpou os restinhos de maionaise de dentro da caixa e arrumou-a. Limpou um par de gotas de molho de sardinha da mesa e dobrou o saquinho. Lambeu a ponta de todos os dedinhos para garantir que não havia uma imperfeição a ser notada (dignidade! acima de tudo dignidade!), calçou os sapatos, vestiu de novo o casaco do fato, pegou na pasta e no jornal e foi-se embora calmamente. E assim, senhores, descobri que existe um português muito mais tipico do que se pensava a frequentar centros comerciais apinhados à hora de almoço. Um que se serve deles porque fica mais perto do que ir a casa, mas que não abdica dos confortos do lar! Nem do menu do verdadeiro lisboeta na primavera. E que ninguém me venha falar da crise, e do que leva as pessoas a fazer! Isto, senhores, não é fruto de crise rigorosamente nenhuma! Isto é um verdadeiro português como (graças a Deus...) já não se fazem assim tantos!...
Mas ontem assisti a uma cena que me fez rever o que é realmente um português "tipico" à hora de almoço num centro comercial. Estou eu sentada a almoçar quando um senhor na casa dos 40 se aproxima da mesa mais próxima e se senta. Tira o casaco do fato, pousa-o nas costas da cadeira ajeitando os ombros para não amassar. Pousa a pasta de cabedal castanho na mesma cadeira e senta-se. Até aqui tudo bem. Mais um no meio de muitos.
Depois de sentado abre a pasta e retira de lá o jornal. Descalça os sapatos (que estão apertados, e estamos em horário de almoço, o senhor queria esticar os dedinhos! o que importa se está a faze-lo em pleno centro comercial apinhado e não no conforto do seu sofazinho em casa??), abre o jornal e vai lendo calmamente. Ri-se de uma noticia (cada coisa, neste mundo!!...), pousa o jornal e vai novamente à pasta aberta. Lá de dentro tira um saco do continente fechado com um nó. Lá dentro? Sardinhas fritas, ao monte, um bocadinho amachucadas por terem passado a manhã a marinar dentro da pasta e fechadas num saco de plástico atado com um nó (higiene acima de tudo!!). De dentro da pasta saiu ainda uma caixa de "carte d'or" que continha salada com muita maionaise e meia baguette. E foi a este espectáculo que eu assisti enquanto almoçava: o homem petiscava imune ao resto do mundo: com uma mão segurava o jornal dobrado, com a outra ia apanhando sardinhas, alface e pão. Os pés, ainda fora dos sapatos, descansavam adequadamente pousados sobre os ditos. O telemovel tocou uma série de vezes, entoando o "nokia tune" que já ninguém pode ouvir. Mas era hora de almoço, o senhor não atendeu ninguém. E quando terminou o seu tempo, totalmente imune aos multiplos outros executivos que deambulavam aceleradamente à sua volta, o senhor retirou de dentro da pasta um guardanapo: limpou os restinhos de maionaise de dentro da caixa e arrumou-a. Limpou um par de gotas de molho de sardinha da mesa e dobrou o saquinho. Lambeu a ponta de todos os dedinhos para garantir que não havia uma imperfeição a ser notada (dignidade! acima de tudo dignidade!), calçou os sapatos, vestiu de novo o casaco do fato, pegou na pasta e no jornal e foi-se embora calmamente. E assim, senhores, descobri que existe um português muito mais tipico do que se pensava a frequentar centros comerciais apinhados à hora de almoço. Um que se serve deles porque fica mais perto do que ir a casa, mas que não abdica dos confortos do lar! Nem do menu do verdadeiro lisboeta na primavera. E que ninguém me venha falar da crise, e do que leva as pessoas a fazer! Isto, senhores, não é fruto de crise rigorosamente nenhuma! Isto é um verdadeiro português como (graças a Deus...) já não se fazem assim tantos!...
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Erasmus no Continente!
E diga-se, este titulo tem muito menos de profundo do que aparenta... São mesmo só um monte de estudantes estrangeiros às compras num hipermercado em Lisboa (pois, e isto que até estava a parecer promissor, não é? humpf!...).
Estava eu mesma nesse querido hipermercado, já na caixa, com os pés a doer e a perguntar-me muito sériamente como é que ia conseguir condensar todas aquelas coisa no meu querido (e, por vezes, minusculo...) trolei (sim, tenho um desses. Achei que a minha coluna valia mais do que a minha dignidade depois de muitas vezes ter chegado a casa derreada por andar a acartar com tudo "ao braço" :P), quando sou abordada por um rapaz com ar de ter a minha idade.
Do you speak english? - pergunta-me o dito fulano
Falo, falo, disse eu (e a conversa vai ser traduzida daqui para a frente que não se perde nada no conteúdo e até se ganha no interesse da coisa).
Pois eis que o jovem me diz que é estudante Erasmus, e que está cá com uns amigos (pois está muito bem, e o que é que eu tenho a ver com isso, pensei eu) e que estão ali, no Continente, a fazer "muitas compras, muitas mesmo muitas!" (hum...)
Estamos ali naquela caixa, estás a ver? (eu olho. coisa de 10 pessoas fazem uma grande festa e dizem-me adeus entusiasticamente com as mãos da caixa lá do fundo) (hum...)
Para minha felicidade, que não estava a compreender nada do que o rapaz queria comigo afinal, e para grande alívio do mesmo, que estava com ar de estar a ficar um bocadinho ansioso por não conseguir encontrar as palavras de que precisava na lingua universal para se fazer entender, a funcionária da caixa onde eles estavam decidiu intervir em nosso auxilio, abrindo os pulmões e gritando:
- ELES QUEREM SABER SE A MENINA TEM CARTÃO CONTINENTE!!! ESTÃO A FAZER UM MONTE DE COMPRAS E QUEREM DAR-LHE OS PONTOS A SI!!!
Felicidade no rosto do rapaz e do grupo! A mensagem tinha finalmente passado!!
Surpresa e espanto na minha cara, grande agradecimento, aqui tem o cartão, mesmo muito obrigada, foi muito simpático da vossa parte.
O rapaz vai, o rapaz volta, devolve-me o cartão e ainda acrescenta com um grande sorriso:
"There you go! Lots of points for you!"
Estou pasma até agora. Agradeci imenso, despedi-me de todos, paguei finalmente a minha conta a uma funcionária igualmente confusa e com ar amuado de "a mim não me acontecem coisas destas no Continente...", e vim para casa (puf-puf-puf) com o mìtico trolei quase a arrancar-me o braço e mesmo assim com 3 sacos ao dependuro porque não coube tudo lá dentro. No entanto foi um fim de dia feliz. É sempre bom quando nos acontecem coisas destas, o universo lá arranja maneira de nos por um sorriso na cara de vez em quando e sabe bem.
Agora a parte II:
Naquela linda segunda-feira de compras, vim para casa cansada mas feliz porque alguém tinha tido um gesto simpatico comigo que me tinha feito sentir especial. Mas, como boa utilizadora de cartão continete que sou, sei que a percentagem de produtos com desconto que o querido hipermercado tem não é assim tão grande, portanto, para lá do gesto, achei sempre que os meninos não me tinham dado grande coisa. Mas calei-me na vez seguinte que tive que ir às compras e me deparo com uma funcionária solícita que me pergunta se quero "pagar com o saldo do cartão?". E, quando eu olho, dou com quase 10€ de saldo à conta da simpatia do meninos daquele dia. Ganhei o dia outra vez! Se apanhasse os ditos estudantes Erasmus de novo, acho que os corria a beijinhos e a abraços a todos. Ou talvez não,que é o mais provável. Mas que foi surpreendente, foi. ;) Como diz o outro: HAPPY DAYS!
Estava eu mesma nesse querido hipermercado, já na caixa, com os pés a doer e a perguntar-me muito sériamente como é que ia conseguir condensar todas aquelas coisa no meu querido (e, por vezes, minusculo...) trolei (sim, tenho um desses. Achei que a minha coluna valia mais do que a minha dignidade depois de muitas vezes ter chegado a casa derreada por andar a acartar com tudo "ao braço" :P), quando sou abordada por um rapaz com ar de ter a minha idade.
Do you speak english? - pergunta-me o dito fulano
Falo, falo, disse eu (e a conversa vai ser traduzida daqui para a frente que não se perde nada no conteúdo e até se ganha no interesse da coisa).
Pois eis que o jovem me diz que é estudante Erasmus, e que está cá com uns amigos (pois está muito bem, e o que é que eu tenho a ver com isso, pensei eu) e que estão ali, no Continente, a fazer "muitas compras, muitas mesmo muitas!" (hum...)
Estamos ali naquela caixa, estás a ver? (eu olho. coisa de 10 pessoas fazem uma grande festa e dizem-me adeus entusiasticamente com as mãos da caixa lá do fundo) (hum...)
Para minha felicidade, que não estava a compreender nada do que o rapaz queria comigo afinal, e para grande alívio do mesmo, que estava com ar de estar a ficar um bocadinho ansioso por não conseguir encontrar as palavras de que precisava na lingua universal para se fazer entender, a funcionária da caixa onde eles estavam decidiu intervir em nosso auxilio, abrindo os pulmões e gritando:
- ELES QUEREM SABER SE A MENINA TEM CARTÃO CONTINENTE!!! ESTÃO A FAZER UM MONTE DE COMPRAS E QUEREM DAR-LHE OS PONTOS A SI!!!
Felicidade no rosto do rapaz e do grupo! A mensagem tinha finalmente passado!!
Surpresa e espanto na minha cara, grande agradecimento, aqui tem o cartão, mesmo muito obrigada, foi muito simpático da vossa parte.
O rapaz vai, o rapaz volta, devolve-me o cartão e ainda acrescenta com um grande sorriso:
"There you go! Lots of points for you!"
Estou pasma até agora. Agradeci imenso, despedi-me de todos, paguei finalmente a minha conta a uma funcionária igualmente confusa e com ar amuado de "a mim não me acontecem coisas destas no Continente...", e vim para casa (puf-puf-puf) com o mìtico trolei quase a arrancar-me o braço e mesmo assim com 3 sacos ao dependuro porque não coube tudo lá dentro. No entanto foi um fim de dia feliz. É sempre bom quando nos acontecem coisas destas, o universo lá arranja maneira de nos por um sorriso na cara de vez em quando e sabe bem.
Agora a parte II:
Naquela linda segunda-feira de compras, vim para casa cansada mas feliz porque alguém tinha tido um gesto simpatico comigo que me tinha feito sentir especial. Mas, como boa utilizadora de cartão continete que sou, sei que a percentagem de produtos com desconto que o querido hipermercado tem não é assim tão grande, portanto, para lá do gesto, achei sempre que os meninos não me tinham dado grande coisa. Mas calei-me na vez seguinte que tive que ir às compras e me deparo com uma funcionária solícita que me pergunta se quero "pagar com o saldo do cartão?". E, quando eu olho, dou com quase 10€ de saldo à conta da simpatia do meninos daquele dia. Ganhei o dia outra vez! Se apanhasse os ditos estudantes Erasmus de novo, acho que os corria a beijinhos e a abraços a todos. Ou talvez não,que é o mais provável. Mas que foi surpreendente, foi. ;) Como diz o outro: HAPPY DAYS!
Cenoura
Descobri recentemente que sou absolutamente incapaz de preparar legumes para a sopa sem começar a roubar cubinhos de cenoura. Ainda pensei que era capaz de resistir. Afinal não. Fraquinha...quinta-feira, 9 de abril de 2009
Tenho um brinquedo novo!
domingo, 5 de abril de 2009
Mães deste país:
Ensinem maneiras aos vossos meninos desde pequeninos. Ensinem-lhes que o respeito é bonito e que a gente gosta. Expliquem-lhes com jeitinho que as regras lá de casa não são manias só vossas, que é suposto essas regras serem valores para cultivar e crescer naquelas cabecinhas ao longo de toda a vida, mesmo quando já não morarem com a mamã e o papá. Não se limitem a proibir "e pronto" que a criançada não percebe que isso não é só uma novidade aí de casa e metem na cabeça que um dia se vão emancipar e libertar das vossas amarras e ser, finalmente, felizes para sempre a fazer o que bem lhes der na gana, agora que já são crescidos.
Façam isso.
Se não os vossos filhos vão crescer e tranformar-se nos meus vizinhos de cima.
Que às duas e meia da manhã, num apartamento que não tem mais de 50 metros quadrados úteis, estão a receber visitas em casa, a falar nas alturas, a ouvir música e a cantar, a dançar de saltos altos por toda a casa. E por toda a minha dor de cabeça, que é enorme, já que a p**a da gripe teima em me fazer companhia.
Façam isso.
Se não os vossos filhos vão crescer e tranformar-se nos meus vizinhos de cima.
Que às duas e meia da manhã, num apartamento que não tem mais de 50 metros quadrados úteis, estão a receber visitas em casa, a falar nas alturas, a ouvir música e a cantar, a dançar de saltos altos por toda a casa. E por toda a minha dor de cabeça, que é enorme, já que a p**a da gripe teima em me fazer companhia.
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Amor é...
Quando, após vários dias de cama, inchadas, congestionadas, com os lábios inflamados de tanto cieiro por passarmos o dia a assoarmo-nos, o nosso namorado nos convida para jantar, nos vem buscar a casa, nos recebe com um beijo, nos sorri e nos diz que somos a mulher mais bonita do mundo. :)
segunda-feira, 30 de março de 2009
a revolta do germe, parte II
O tempo passa. E a sacana da gripe, já podia ter ido à vida dela. Mas não. Estúpida.
Skip
É engraçado como há coisas que nos fazem sorrir. Quase às 5 da manhã, após uma noitada de trabalho, já que tenho uma entrega na 4ª, exausta, dorida e absolutamente cheia de sono, arrastei-me até ao quarto e, às escuras e sem fazer qualquer barulho, abri a gaveta para tirar de lá um pijama. E heis que emana de lá aquele cheirinho delicioso a roupa lavada com skip. Não por ser skip, independentemente de todas as suas qualidades. Por ser o cheirinho que, imadiatamente, me lembra de casa, de toda a minha vida, do cuidado da minha mãe, desde a infancia, a cuidar das nossas roupas. Portanto não foi o cheiro a skip que me fez sorrir. Foi o cheiro a amor e a mimos que surge sempre com ele. E, às 5 da manhã, quando tudo o que uma pessoa quer é cair na cama e DORMIR convictamente, nada como um beijinho carinhoso de boa noite para fazer todo o dia acabar FELIZ. :)sábado, 28 de março de 2009
Eu tenho os piores vizinhos do mundo
Sim, eu tenho os piores vizinhos do mundo. Não os piores de todos, citados numa lista que inclua todas as categorias possiveis de vizinhos. Mas se se fizer uma triagem com palavras chave como "jovens casais, primeira habitação, apartamento, classe média alta, lisboa, curso superior, empregos de respeito" e por aí fora, ah, sim, aí eles ficam claramente em primeiro na sua lista entre pares.
Os meus vizinhos são o tipo exacto de pessoas que, se passarem por nós na rua durante o dia, parecem perfeitamente normais. Aquele tipo de pessoas que se funde na paisagem, muito embora andem sempre de fato e abraçados como se fossem siameses - isso talvez os destaque um bocadinho dos demais - mas vá, fora isso são o tipo de casal em que eu nunca teria pousado os olhos ou os pensamentos mais tempo do que a fracção de segundo em que passassem por mim na rua. Mas isso foi antes de eles terem comprado o apartamento por cima do meu. As cusquices que se diziam eram optimas. Jovens, boas familias, formados, empregos de respeito, gente noramalzinha, supõe-se. E talvez sejam, dependendo de quem esteja a ler isto. Aposto que para muitos dos leitores deste post a estupida desta história seja eu, que não estou adaptada aos tempos modernos. Mas tenho fé que esses tenham o bom senso de não o proferir em voz alta. Ou voz escrita, tanto faz.
Mas, perguntam vocês, o que torna os meus vizinhos umas figuras tão irritantes? Ah pois... O facto de que, mal passam a porta de casa, lá se vai a compostura e parece que estão a morar no campo. Sim, algures desde que sairam de casa dos pais e deram o grito do Ipiranga e se declaram livres para viver como bem entendam a sua própria vidinha, lá devem ter entendido que da porta de casa para dentro não deviam satisfações a ninguém. E vá, dever não devem, não é? Mas também não caiam na ilusão de que o vosso apartamento é selado herméticamente e que tudo o que se passa aí dentro só a vós pertence, que isso não é bem assim...
Prédios antigos remodelados. Paredes fininhas. Chão e tecto sem isolamento, que isso só rouba espaço util e gasta dinheiro. E, de repente, os meus vizinhos estão a expor ao mundo que, dentro de casa, falam sempre aos berros como um par de carroceiros (-oh Não Sei Quantas!!! - vamos lá manter a privacidade dos meninos, que também não há necessidade de apotar assim tanto o dedinho, hum? -SIIIIIIM!!!!) E ele canta nas alturas com voz de falsete o dia inteiro. (sim. com voz de falsete. tudo, absolutamente TUDO em voz de falsete. Desde Celine Dion até Moonspel, passando por Toy e Tony Carreira, que o tipo não é esquisito...) E berra pelo Benfica e bate os pés no chão e urra como se estivesse no estádio. E põe a musica tão alto na aparelhagem que se ouve desde a portaria, sendo que eles moram no apartamento da cobertura. Cá em casa as coisas até abanam com a reverberação, viva o luxo!! E ela anda sempre de saltos altos em casa (que mulher é que faz isso, francamente?? Não conheço uma única para além dela que, na posse de todas as suas faculdades, mal passe a porta de casa não se descalse e solte um "aaaaah!!!" de alívio, mas enfim. Ah, e esquece lá isso, também, de respeito pela paciencia dos vizinhos para ouvir o toc-toc-toc o dia inteiro, que são tudo coisas secundárias e sobrevalorizadas...). E têm sessões de sexo selvagem em todos os compartimentos da casa (abençoados, acho muito bem, sim senhor, mas não precisava de ouvir com todos os detalhes todas as conversas e impropérios que são ditas, nem todos os urros, nem aquelas frases que me fazem explodir a rir às 6 da tarde como "bate-me!! BATE-ME!!! És uma selvagem!! És a minha FERA!! BATE-MEEEE!!! - sim, também é ele que grita estas coisas. O tipo é esquisito, eu disse... Não, eu não precisava que eles partilhassem isto comigo. Principalmente quando tenho visitas que começam a corar desmedidamente nesses momentos).
Mais chato ainda é quando todos estes factores se combinam num sábado de manhã, a partir das 9:10. Mais ainda foi quando descobri que ia ser assim em todos os sábados e domingos desde que vieram morar para aqui. E depois há apenas aquelas coisinhas que nos fazem pensar que esta gente é esquisista. Como, numa das muitas vezes que lá tive de ir reclamar, ficarem a discutir atrás da porta a achar que eu não estou a ouvir nada (-Não abras, não abras que ela cansa-se e vai-se embora!!) ou em que ela me recebe em lingerie violeta de renda cheia de transparencias e acha por bem ficar a conversar comigo naquela figura durante mais de 5 minutos. É... Eu tenho uns vizinhos estranhinhos, tenho. E chatos. E barulhentos. E com a capacidade de memória de um peixe, que uma pessoa queixa-se de barulho, eles reclamam mas resolvem e, 10 - 15 minutos depois está outra vez tudo na mesma. E são também francamente arrogantes mal passam da porta de casa para o hall das escadas de novo. Mas vá. Tendo em conta as figurinhas que fazem da porta de casa para dentro, na convicção plena de que mais ninguém está a ouvir e na absoluta certeza de que parvas eram as mãezinhas deles quando lhes diziam na infancia que "não faças isso, Não Sei Quantos, que os vizinhos ouvem-te e não têm nada a ver com a nossa vida/ chateiam-se!", quando afinal se pode fazer tudo e mais alguma coisa em casa... Sim, tendo em conta que eles não têm noção da figurinha que estão de facto a fazer, já que supostamente a casa deles é hermética e ninguém os ouve desde que passam o limiar do arco da porta, nesse caso faz todo o sentido o nariz francamente empinado mal fecham a porta e dão consigo cá fora. Porque cá fora há uma imagem a manter e isto há gente muito mázinha que, raios os partam, reparam em tudo e ainda lixam a vida a uma pessoa à conta destes pormenres. Portanto vigilancia contante. Sempre. Tristes. E eu que os ature!!!
Os meus vizinhos são o tipo exacto de pessoas que, se passarem por nós na rua durante o dia, parecem perfeitamente normais. Aquele tipo de pessoas que se funde na paisagem, muito embora andem sempre de fato e abraçados como se fossem siameses - isso talvez os destaque um bocadinho dos demais - mas vá, fora isso são o tipo de casal em que eu nunca teria pousado os olhos ou os pensamentos mais tempo do que a fracção de segundo em que passassem por mim na rua. Mas isso foi antes de eles terem comprado o apartamento por cima do meu. As cusquices que se diziam eram optimas. Jovens, boas familias, formados, empregos de respeito, gente noramalzinha, supõe-se. E talvez sejam, dependendo de quem esteja a ler isto. Aposto que para muitos dos leitores deste post a estupida desta história seja eu, que não estou adaptada aos tempos modernos. Mas tenho fé que esses tenham o bom senso de não o proferir em voz alta. Ou voz escrita, tanto faz.
Mas, perguntam vocês, o que torna os meus vizinhos umas figuras tão irritantes? Ah pois... O facto de que, mal passam a porta de casa, lá se vai a compostura e parece que estão a morar no campo. Sim, algures desde que sairam de casa dos pais e deram o grito do Ipiranga e se declaram livres para viver como bem entendam a sua própria vidinha, lá devem ter entendido que da porta de casa para dentro não deviam satisfações a ninguém. E vá, dever não devem, não é? Mas também não caiam na ilusão de que o vosso apartamento é selado herméticamente e que tudo o que se passa aí dentro só a vós pertence, que isso não é bem assim...
Prédios antigos remodelados. Paredes fininhas. Chão e tecto sem isolamento, que isso só rouba espaço util e gasta dinheiro. E, de repente, os meus vizinhos estão a expor ao mundo que, dentro de casa, falam sempre aos berros como um par de carroceiros (-oh Não Sei Quantas!!! - vamos lá manter a privacidade dos meninos, que também não há necessidade de apotar assim tanto o dedinho, hum? -SIIIIIIM!!!!) E ele canta nas alturas com voz de falsete o dia inteiro. (sim. com voz de falsete. tudo, absolutamente TUDO em voz de falsete. Desde Celine Dion até Moonspel, passando por Toy e Tony Carreira, que o tipo não é esquisito...) E berra pelo Benfica e bate os pés no chão e urra como se estivesse no estádio. E põe a musica tão alto na aparelhagem que se ouve desde a portaria, sendo que eles moram no apartamento da cobertura. Cá em casa as coisas até abanam com a reverberação, viva o luxo!! E ela anda sempre de saltos altos em casa (que mulher é que faz isso, francamente?? Não conheço uma única para além dela que, na posse de todas as suas faculdades, mal passe a porta de casa não se descalse e solte um "aaaaah!!!" de alívio, mas enfim. Ah, e esquece lá isso, também, de respeito pela paciencia dos vizinhos para ouvir o toc-toc-toc o dia inteiro, que são tudo coisas secundárias e sobrevalorizadas...). E têm sessões de sexo selvagem em todos os compartimentos da casa (abençoados, acho muito bem, sim senhor, mas não precisava de ouvir com todos os detalhes todas as conversas e impropérios que são ditas, nem todos os urros, nem aquelas frases que me fazem explodir a rir às 6 da tarde como "bate-me!! BATE-ME!!! És uma selvagem!! És a minha FERA!! BATE-MEEEE!!! - sim, também é ele que grita estas coisas. O tipo é esquisito, eu disse... Não, eu não precisava que eles partilhassem isto comigo. Principalmente quando tenho visitas que começam a corar desmedidamente nesses momentos).
Mais chato ainda é quando todos estes factores se combinam num sábado de manhã, a partir das 9:10. Mais ainda foi quando descobri que ia ser assim em todos os sábados e domingos desde que vieram morar para aqui. E depois há apenas aquelas coisinhas que nos fazem pensar que esta gente é esquisista. Como, numa das muitas vezes que lá tive de ir reclamar, ficarem a discutir atrás da porta a achar que eu não estou a ouvir nada (-Não abras, não abras que ela cansa-se e vai-se embora!!) ou em que ela me recebe em lingerie violeta de renda cheia de transparencias e acha por bem ficar a conversar comigo naquela figura durante mais de 5 minutos. É... Eu tenho uns vizinhos estranhinhos, tenho. E chatos. E barulhentos. E com a capacidade de memória de um peixe, que uma pessoa queixa-se de barulho, eles reclamam mas resolvem e, 10 - 15 minutos depois está outra vez tudo na mesma. E são também francamente arrogantes mal passam da porta de casa para o hall das escadas de novo. Mas vá. Tendo em conta as figurinhas que fazem da porta de casa para dentro, na convicção plena de que mais ninguém está a ouvir e na absoluta certeza de que parvas eram as mãezinhas deles quando lhes diziam na infancia que "não faças isso, Não Sei Quantos, que os vizinhos ouvem-te e não têm nada a ver com a nossa vida/ chateiam-se!", quando afinal se pode fazer tudo e mais alguma coisa em casa... Sim, tendo em conta que eles não têm noção da figurinha que estão de facto a fazer, já que supostamente a casa deles é hermética e ninguém os ouve desde que passam o limiar do arco da porta, nesse caso faz todo o sentido o nariz francamente empinado mal fecham a porta e dão consigo cá fora. Porque cá fora há uma imagem a manter e isto há gente muito mázinha que, raios os partam, reparam em tudo e ainda lixam a vida a uma pessoa à conta destes pormenres. Portanto vigilancia contante. Sempre. Tristes. E eu que os ature!!!
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a minha vida dava uma comédia,
os meus vizinhos...
quinta-feira, 26 de março de 2009
Gripe
E pronto, vamos lá tratar de tirar a virgindade ao blog, senão nunca mais daqui saimos se eu continuo à espera de um dia francamente inspirado para escrever qualquer coisinha aqui, lol. Da forma como as coisas andam ultimamente, mais vale uma pessoa ser prática e dedicar-se a escrever quaundo tem tempo, que é francamente mais produtivo. ;)
Infelizmente, graças a uma colónia ordinária de germes que decidiu colar-se a mim ontem, hoje dou comigo com tempo por estar plantadissima em casa a curtir os primórdios de uma gripe daquelas, pfff...
Portanto venho só inaugurar isto sem grande pompa nem grande circunstancia que a cabeça hoje não dá para muito. Ah pois é. Neurónio incansante GRIPADO é outra coisa, lol.
Beijinhos e saudinha para todos.
;)
Infelizmente, graças a uma colónia ordinária de germes que decidiu colar-se a mim ontem, hoje dou comigo com tempo por estar plantadissima em casa a curtir os primórdios de uma gripe daquelas, pfff...
Portanto venho só inaugurar isto sem grande pompa nem grande circunstancia que a cabeça hoje não dá para muito. Ah pois é. Neurónio incansante GRIPADO é outra coisa, lol.
Beijinhos e saudinha para todos.
;)
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