domingo, 5 de dezembro de 2010

"Querido Pai Natal..." 2

Entretanto lembrei-me de que o meu querido e adorado perfume está a acabar outra vez. Eternety Moment, da Calvin Klein. Só para ninguém se queixar de que eu não dou grandes opções. ;)


Querido Pai Natal...

Que é também, como quem diz, querida familia e amigos, ou aqueles de , de vós, se questionem o que me hão de oferecer pelo Natal.

Este ano, inspirada pela felicidade do vizinho de cima (novo prédio. novos vizinhos. calma...) cuja mãe lhe pergunta frequentemente se já escreveu a carta ao Pai Natal (e eu oiço. oh, pois oiço...), decidi publicar aqui a minha lista de ideias de presente, para inspirar quem se sinta com desejo de me oferecer alguma coisa.

Como não há forma propriamente elegante de sugerir presentes, segue-se a lista, e vamos todos fingir que tudo isto se processa com grande naturalidade, hum?

Da livraria (por ordem de preferencia):

-"O décimo terceiro conto", de Diane Setterfield, pela Editoria Presença;

-"Um dia", de David Nicholls, pela Civilização editora;

-"O dia que faltava", de Fabio Volo, também da Editorial Presença;

-"O décimo Dom", de Jane Johnson, uma vez mais da Editorial Presença;

-"A rapariga dos pés de Vidro", de Ali Shaw, da Guerra e Paz.

Para ouvir:

-"Bare Bones", de Bryan Adams;

-"{Bi.on.ic}", de Christina Aguilera.

Para ver, toda contente:

-"Toy Story 3", da Pixar (sim, eu sei. Eu sou uma criancinha... O que se há-de fazer, se os filmes animados me fazem sentir tão feliz?)

E pronto! Já me parece bastante. Ainda pensei deixar aqui um par de imagens, daqueles sapatinhos e botas que ando a namorar há um tempo, mas acho melhor ficar quieta, porque esta minha paixão dos sapatos é uma questão que ainda tem que ser gerida (e muito bem gerida!) no inteiror (e exterior...) do meu roupeiro. (e, quem fala em sapatos, fala em tudo o resto, que este ano há coisas tão giras nas lojas, se bem que a verdade é que não estou mesmo a precisar de nada.) Portanto, querido Pai Natal, são estas as minhas sugestões, este ano. :) Claro que qualquer outra prenda será igualmente benvinda. E, se me lembrar de qualquer outra coisa, ainda faço aqui uma adenda. ;)

Beijinhos, de uma menina bem comportada.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Neuronio palerma

Concluo que há em mim uma pequena fashionista reprimida. E não, não é por ser o terceiro post seguido de alguma forma ligado a moda. É mesmo porque me apercebi de que, nos últimos dias, em que estive em casa, sozinha e doente, dei por mim a escolher um pijama que ficasse bem com a cor actual do meu verniz de unhas. É... há em mim estranhas prioridades e instintos...

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Portuguesating

Alguém me explica quando foi que sapatos de salto alto passaram a ser "pumps", casacos de malha passaram a ser "cardigans", calças de ganga passaram a ser "jeans" e (a que mais me irrita de todas) um conjunto (de roupa) passou a ser um "coordenado"??? Pelamordedeus!...

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Ora a ver se a gente se entende...

Ora bem, de uma vez por todas: uma coisa são CALÇAS. Uma outra são TREGGINGS. Por sua vez, existem os LEGGINGS. E, finalmente, há collants. E eu sei que a coisa, à primeira vista, parece toda muito parecida e tudo serve para vestir as pernas, mas por favor, vamos lá ver se a gente se entende: Calças são calças. Leggings e familia são leggings e familia.
Calças são feitas de tecido consistente, são resistentes, são usadas com camisolas do tamanho que se quiser, embora o bom senso indique que umas fiquem melhor do que outras e que não seja suposto ver-se uma tira de barriga entre ambas (mas não é isso que importa aqui agora). O relevante aqui é que calças são efectivamente uma peça de vestuario. Por sua vez, treggings, leggings e colants SÃO ACESSÓRIOS. Por amor de Deus, parem de os usar como se fossem calças. É uma questão de dignidade humana. Antes que alguém se indigne: treggings são leggings a fingir que são calças (mas são leggings na mesma); por sua vez, leggings são colants sem pé (mas ainda são colants) e colants são colants, não há grandes discussões neste ponto. Posto isto: sairiam realmente de casa apenas de colants vestidos e uma t-shirt curta? Não, pois não? Optimo. E leggings, sairiam de casa com eles e uma t-shirt curta? Saíam?? Errado. A não ser que eles fossem opacos o suficiente para não termos que lhe estar a ver a roupa interior à transparencia E a t-shirt que os acompanhasse fosse suficientemente comprida para evitar a exacta mesma coisa. (Ah, mas isso não é uma t-shirt; é um vestido curto, reclamam as adeptas. É verdade. É exactamente isso. Não é uma t-shirt, é um vestido curto. Da exacta mesma forma que leggings não são calças, são colants sem pé.)
Em suma: se querem mesmo usar leggings, usem-nos com o mesmo bom senso e as mesmas regras com que usam colants. Por outro lado, se vão escolher uns suficientemente opacos para manter a vossa dignidade intacta (e privacidade, por favor!! há mesmo muitas coisas que eu não preciso de ver!!) e poder usa-los como se fossem calças, então, por favor, usem efectivamente calças. Porque vir para casa de metro e passar coisa de 25 minutos a ver passar um monte de desgraçadas das mais variadas idades e dos mais distintos tipos físicos a usar leggings de toda a forma e feitio sem qualquer tipo de dignidade ou respeito por si próprias (ou sem levar em consideração os traumas futuros que isso vai causar em quem a vir passar naquela figura...), está mesmo, mas MESMO muito errado.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Constatações

Pequenas coisas que nos mostram que já não estamos no Verão: - O lombo de porco deixado em cima da banca, já não descongela mais rápido do que no microondas.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

A saga dos Bananas

Ah!...Nada como um fim de tarde descontraído, em que uma pessoa aproveita para esticar um bocadinho as pernas, apanhar um bocadinho de sol, apesar de o tempo já estar a ficar frescote, ver umas montras, comprar pão... e ser assaltada por 4 caloiros armados com BANANAS. Ah, pois é. Bananas. Bananinhas. Ali, as 4, apontadas em riste a minha cara, por quatro miúdos sujos até ao fundo da alma, corados e envergonhados a ponto de nem conseguirem olhar bem para mim, apesar dos "incentivos" do "doutor" que os acompanhava.
- Essa senhora! JÁÁÁÁ!! - motivava o caríssimo doutor.
- Mmm... isto é um assalto... - murmurou a única rapariga, como quem pede desculpa, enquanto os outros 3 olhavam para o chão com ar de quem gostava de ter ali um buraco, naquele momento.
Lá lhes dei 20 cêntimos, depois de lhes ter perguntado para o que andavam a "assaltar". Uma bela bebedeira, pensei eu, como ensina a experiência académica. "Não...." disseram eles, cada vez mais roxos de vergonha "É para... mmm... para comprar sebentas... material escolar.... mmm...". Pois é claro que é, meus queridos e emporcalhados caloiros, armados com bananas. É claro que é para comprar sebentas e material escolar, agora para financiar a magnifica bebedeira... Que ideia a minha! Agora caloiros que se embriagam durante as praxes? Isto do pensamento esteriotipado é uma chatice.
E pronto, la seguiram os pobres caloiros, com o seu Doutor a rosnar umas ordens quaisquer, e com as suas bananas. Bonitos momentos. Bem dizem que as praxes são muito importantes para a integração da juventude académica. Mesmo muito. "Então, o que é que fizeram hoje?" - perguntam os papás, pelo telefone, ao seus meninos - "Encheram-nos de ovos, cerveja, caril e farinha; pintaram-nos com batons e puseram-nos a usar t-shits que dizem "caloiro burro sou!" e ainda nos juntaram em grupos para irmos assaltar na rua, munidos de bananas." - "O QUÊ???" - hão de responder os papás, perturbados - "Assaltar para comprar sebentas e material escolar, mamã." - "Ah, bom. Lindos meninos."
Nunca vou entender as praxes. Mas pronto. Isso sou eu, que nunca vi em que é que a humilhação conjunta integra no que quer se seja. Pelo menos serve para os Doutores com cerca de 15 matriculas se sentirem especiais por uma vez na vida académica. Dali para a frente, o resto do ano é a vergonha que se sabe para eles. Deixemo-los rosnar a caloirinhos inocentes, para tufar um bocadinho o ego.
E lá continuei o meu passeio, a apreciar o solzinho do fim de tarde, que estava tão agradável.

domingo, 26 de setembro de 2010

Acho impressionante

Como é possível alguém que escreveu isto e isto tenha também conseguido ser o autor disto.
Até ler o Leão de Oz eu achava que era francamente impossível que um livro da autoria de um autor tão brilhante como Gregory Maguire pudesse não falar sobre nada. Aliás, que qualquer coisa, da autoria de quem quer que seja que dure 350 páginas pudesse não falar sobre rigorosamente nada. Achava que podia calhar ser chato, ou cair para o desinteressante, vá, "gostos", mas agora "nada"? Pura e rigorosamente "nada"? Não, por esta eu não esperava.
No incio a história quase que arranca, mas afinal não. O que se esperava brilhantemente envolvente e inesperado, revelou-se uma profunda desilusão. É um sem fim de pormenores irrelevantes sobre uma personagem extraordináriamente plana e fastidiosa, como se veio a revelar o Leão Brr. Li tudo, pois é claro que li. Cá no fundinho eu ainda tinha esperança de que alguma coisa se fosse passar de interessante ou de - pelo menos! - relevante entretanto. Mas nada. O retrato da vida em branco do Leão cobarde é (surprendam-se!) um absoluto vazio. O pior? Algures nas últimas paginas a história quase que arranca de novo. Mas depois não, claro está, porque o livro acaba. Estou revoltada. Senti-me a ler o guião de um daqueles programas da madrugada, em que uma infeliz qualquer faz conversa ininterruptamente, sozinha, enquanto espera que alguém lhe telefone para participar 3 segundos no concurso e depois voltar tudo ao mesmo. Fantastico. Os criticos gabam o brilhantismo criativo de Maguire e eu não deixo de fazer o mesmo: tornou o insuportável Leão de Oz num personagem exponencialmente mais frustrante. E diga-se, encher 350 páginas e conseguir que nada de relevante aconteça é um feito. Gabo também as meninas dos programas da madugada, que falam para ali que se fartam, só elas e a camera, e vai-se a ver, não estão a falar sobre coisa nenhuma estão, hum, como dizer... a encher chouriços. Até acontecer alguma coisa. E depois continuam. Se bem que é para isso que lhes pagam. Mas vá, o mesmo se pode dizer do, até agora, intocávelmente brilhante Sr. Maguire: também ele é pago para fazer estas coisas. Se bem que dele se espera mesmo um GRANDE bocadinho mais do que um simples encher de chouriços. Mas pronto, é o que há, de momento.
Estou triste. Mesmo triste. Quando mentes como a de Maguire conseguem decepcionar-nos tanto, algo me diz que o mundo criativo literario está a ir muito mais por água abaixo do que se previa anteriormente.
E pronto, agora, só para contrariar, vou ler algo que já se preveja palerma, para desenjoar do que se previa brilhante. Ao menos a desilusão há-de ser menor, tal como a dimensão do livro novo.
Veja-se o lado bom. bastavam-me pouco mais de 3 paginas para adormecer calmamente até ao dia seguinte. Parece que nem tudo se perdeu, afinal.

Sim, estou viva!


Gente! Estou viva! E a pedido de várias familias (vá, tecnicamente a pedido de uma única familia, aliás, de um único elemento de uma única familia...) estou também de volta a estas andanças da blogosfera. Que é para que não se diga que eu não valorizo a opinião dos leitores, que são pouquinhos mas são meus, e dão-se ao trabalho de vir cá, portanto vamos lá tratar de lhes ir dando alguma coisinha com menos de meio ano para ler.
Lamento informar que vários episódios potencialmente palermas da minha vida foram desperdiçados, inarrados, ao longo dos últimos meses. (Um segundo de silencio, em memória desses bonitos momentos.) Mas, alegremo-nos, nada de grave daí advém, que eu tendo a ter uma vida propicia ao desenvolvimento de pensamentos de grau elevado de parvoice (ou de presenciamento de situações mundanamente banais em que algo de satirizante vai acontecendo), que prometo voltar a dar-me ao trabalho de partilhar convosco, que se interessem por eles.
Só não vai é ser já hoje, que o dia foi mesmo normalzinho (parabéns, papá!) além de que é tarde para caraças. Amanhã. Ou em breve. Prometo não desaparecer novamente. Nem que seja para voltar a vir para aqui postar delirios sobre fruta.

Portanto, gente: sim, estou viva! E vou dando notícias entretanto. ;)